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sexta-feira, 18 de março de 2016

Desculpas Sinceras

Boa noite! Quanto tempo, não é? Tem um tempinho que não escrevo aqui :(

Gostaria de pedir desculpas a vocês pelo meu sumiço. Amo este espaço e quero mantê-lo sempre vivo, sei o quanto ele é importante para nós. Mas a verdade é que sinto que não tenho mais tanto o que compartilhar. 

A cura chegou, o pesadelo acabou. Graças a Deus! 

Estejam cientes, a cura é para todas, acreditem! E vale muito, vale cada esforço, cada centavo investido no tratamento, seja com fisio, com dilatadores, terapia, vibradores...

Quando a tão sonhada cura chega a vida muda, o casamento/relacionamento mudam, a gente muda... Não tem como descrever, é preciso viver.

Quero que saibam que eu continuo aqui pra vocês sempre que precisarem de mim, ok?! Tenho tentado responder a todos os e-mails e comentários, juro! A demanda dos últimos dias tem sido maior do que meu tempo disponível, mas eu prometo que ninguém ficará sem respostas. Então, se você me enviou um e-mail e ainda não obteve respostas, não pense que foi por falta de interesse, foi por falta de tempo, a vida tem sido uma loucura nos últimos meses.

Se precisar de uma reposta mais rápida, me envie seu telefone que te chamarei no whats, é mais prático pra mim. Tenho um carinho enorme por vocês, sei exatamente o que sentem, eu também senti, e sei o quanto nos sentimos perdidas e desamparadas nesta fase. Quero que saibam que não as abandonei e nem pretendo. Prometi a mim mesma que sempre estenderia as mãos a quem necessitasse de socorro, assim como um dia eu necessitei que alguém as estendessem a mim.

É isso! Passei por aqui só para pedir desculpas e para pedir que não desistam da cura mesmo que tudo pareça perdido, pois não está. Um dia eu cheguei a pensar que a cura era para todas, menos para mim, hoje estou aqui curada, feliz e realizada. Sei que muitas de vocês pensam ou já pensaram assim. Coragem, a luta é árdua, mas a vitória é compensadora. 

Sigam firmes!

Abraços,
Melissa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

II Encontro de Pacientes Com Disfunções Sexuais Femininas – Vaginismo e Vulvodínia

Gente, grande oportunidade para aquelas que são do Rio de Janeiro. A doutora Fernanda é uma excelente profissional e o evento é gratuito. Não percam!




II ENCONTRO DE PACIENTES COM DISFUNÇÕES SEXUAIS FEMININAS – VAGINISMO E VULVODÍNIA

23 de novembro às 18h no Edifício Cidade do Rio de Janeiro
(próximo ao metro carioca – Rio de Janeiro)
Av Almirante Barroso, 63, auditório 24 andar, Centro da cidade.

EVENTO GRATUITO!!! APENAS 30 VAGAS!!!

Inscrições por Email: fernandapacheco84@hotmail.com
Inscrições por WhatsApp: (21)99560-9080


O evento é restrito a mulheres que apresentam dor na relação sexual (vaginismo, vulvodínia e dispareunia).


Palestrantes convidados:

Dr André Medeiros (CRM: 52.73491-8): Médico ginecologista (FEBRASGO), Mestre em saúde pública; Especialista em videohisteroscopia pelo IFF/Fiocruz e Residência médica em ginecologia / obstetrícia pelo hospital Pedro Ernesto /UERJ.


Dra Fernanda Pacheco (CREFITO2:109096F): Fisioterapeuta em uroginecologia e obstetrícia (CBES-SP); Fisioterapeuta e responsável técnica da Clínica Urofisio; Fisioterapeuta no ambulatório de uroginecologia do IFF/FioCruz; Membro da câmara técnica de fisioterapia uroginecológica do CREFITO2; Pós graduada em Gestão de Saúde (UERJ); Formação Osteopatia (EBOM), RPG (Philippe Souchard) e Método Hipopressivo (Marcel Caufriez).


OBS: Não será permitida a entrada de maridos, namorados, parceiros... O evento é restrito à mulheres com disfunção sexual!


Necessário inscrição prévia! Vagas limitadas!
Inscrições por Email: fernandapacheco84@hotmail.com
Inscrições por WhatsApp: (21)99560-9080

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Eu Venci - A História da Claudia

Boa noite, queridas! Passando para compartilhar mais um relato de cura. A Claudia é uma querida que com muita determinação, paciência e confiança em si mesma, alcançou a cura na alma, no corpo e na mente. Leia e inspire-se, pois a cura é para todas, mas é necessário que não desistam dela!

Parabéns, Claudia, você merece toda a alegria que tem vivido!

Eu me chamo Claudia e quero dividir com vocês a minha historia!!!

Ela é longa, pois foram muitos anos de luta, mas como a cura é para todas, ela chegou para mim assim como logo, logo chegara a você!!!!

Bom... tenho 29 anos, sou casada a 6 anos, e namorei por 8. 

Como muitas, foi praticamente meu primeiro namorado, (tive um antes, mas bem pouco significante) 

Como podem ver pelos anos de namoro e casada, comecei namorar muito cedo, e minha criação foi bastante fechada, principalmente pra o lado da sexualidade.Tudo que soube ou aprendi sobre sexo foi de ouvir falar por ai...

Enfim cresci acreditando que deveria me fechar para os homens e isso obviamente se revelou em mim na adolescência. Não aceitava ser tocada, quando tocou meu seio a primeira vez me senti suja, invadida, usada (tudo aquilo que me foi embutido). Frequentava bastante a igreja e acreditava que casaria virgem para agradar a Deus e aos meus pais.

Mas como namorei muitos anos isso foi mudando e o desejo e o amor que eu tinha por ele me fez acreditar que poderíamos tentar. A primeira vez que fiquei nua de frente a ele foi no carro, quase em frente da minha casa, vindo de um show de madrugada, mas a penetração não aconteceu, outras vezes tentamos, sem sucesso, mas sempre acreditava que o problema eram as condições, o lugar, a pressa, enfim desculpas não faltavam.

Me casei acreditando que como vivia em pecado, casando tudo se resolveria, mas...nada, e fui assim levando durante anos..

Ate que um dia meu marido ficou bastante frustrado e disse a mim que nunca iria sentir o prazer de uma penetração (pois ele também era virgem) e ficou meio pensativo, foi a primeira vez em anos que ele me disse algo sobre o assunto, me mantive firme , mas no outro dia chorei muitooooo.

Mas foi bom, assim percebi que precisava de ajuda.

Procurei um ginecologista, e tive o diagnóstico. Quando o médico disse que iria me examinar , morri e não deixei ele encostar em mim , então ele me disse, “você tem vaginismo”, (de forma bem direta) “e precisa de psicóloga e fisioterapia, mas em nossa cidade não tem nenhuma das duas, só tenho conhecimento de especialistas em São Paulo” (moro a 700 km da Capital), chorei muito, me senti uma ET, e acreditei que nunca me curaria e morreria assim...

Mas respirei conversei com meu marido e resolvi procurar uma psicóloga aqui mesmo, (mesmo ela não sendo especialista em sexualidade), essa profissional foi absurdamente importante no meu processo de cura, ela me mostrou como eu precisava aparecer pra vida, me mostrou como eu tinha que me ver, como eu tinha que cuidar de mim, e me sentir mulher; pois eu não me arrumava, não usava saias , perfume, maquiagem, roupas curtas, jóias ou bijuterias,  e sequer havia percebido que era assim. Inúmeras vezes quis sumir, desistir dela, pois mudar não é fácil, aceitar as mudanças não é fácil, mas continuei, nem sei hoje ao certo como.

Um dia, sentada em família ouvi uma cunhada minha dizendo que havia ido a uma GO numa cidade aqui perto, que era maravilhosa pois era GO e sexóloga, quando ouvi aquilo pensei meu Deus é tudo que preciso!!!

Mas como nada na vida vem fácil...

Não dirigia, grana curta, mal sabia o nome da GO, não sabia onde era, mas revirei a net e encontrei, chamei uma amiga pra me levar, inventei uma história qualquer e fomos. De fato ela é maravilhosa. Me ensinou alguns exercícios para relaxar a musculatura, conversou muito comigo e me encaminhou para uma psicóloga especialista em sexualidade.

Com essa psicóloga avancei e mudei bastante a cabeça para a sexualidade, a primeira me ajudou a me enxergar, a segunda complementou e mexeu com minha sexualidade, e fez com que eu me visse como mulher de fato  e capaz de transar.

Mas como já disse nada e fácil não!!! rsrsrsrs

Grana mega, super apertada... e não estava mais conseguindo viajar pra frequentar a psicóloga e a sexóloga, sempre de carona com um e outro, então fui me afastando e ficando completamente perdida!!!!

Foi quando desesperada fui pra net e com a graça de Deus encontrei esse blog e a Melissa que me falou dos dilatadores me mandou emails de como usá-los , passou a falar comigo, e me apresentou outras pessoas que pude trocar informações.

Foi aí que o milagre aconteceu...

No dia 13 de junho desse ano, a minha cura veio, e veio completa, numa noite simples como qualquer outra, tomei coragem, levei pra cama todas as dicas, e segurança que aprendi, e acima de tudo a mulher que havia me tornado e fui...

Consegui e foi tão simples, mas tão simples que chorei muito e não consegui acreditar que tantos anos de luta, de baixa auto-estima, de choro, de desespero, de silêncio, de medo, de dificuldades mil, havia acabado!!!

Hoje sou curada, tenho aprendido a cada dia a me tornar uma pessoa melhor e mais solta na cama com meu marido. Todos os processos foram importantes na minha cura, mas sem dúvida, trocar experiências e não me sentir a única a estar com esse problema foi imprescindível para chegar à cura, falar dos meus medos, de minhas dúvidas, chorar no ombro de alguém, foi o salto que me faltava para a liberdade de me tornar eu mesma.

As vezes acho que estou sonhando, e tenho vivido o melhor momento da minha vida!

Me sentindo uma mulher completa!

MELISSA, NUNCA DESISTA DE SEU BLOG... VOCÊ É A LUZ PARA MUITAS MULHERES E FOI A LUZ DA MINHA VIDA!!!!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Você não está Sozinha



Embora você, provavelmente, se sinta um E.T, acredite ser a única na face da terra com este problema, o sexo parece ser tão fácil para todas, menos pra você... Você não está sozinha, acredite, nós somos muitas por este mundo afora, infelizmente!

Há um ano e meio este blog foi criado; meu intuito era ter um espaço onde eu pudesse desabafar sobre como eu me sentia naquele momento de tamanha angústia e dor, para minha surpresa muitas pessoas começaram a visitá-lo, me deixavam recados de incentivo por e-mail, comentavam minhas postagens, e em pouco tempo eu não me sentia mais sozinha, (na ocasião escrevi este post) me sentia amparada, e pela primeira vez sentia que estava conversando com pessoas que realmente sabiam pelo que eu estava passando, que me entendiam de verdade.

Eu não desejava que outras pessoas passassem pelo que eu estava passando, mas como elas existiam e eram muitas, fiquei muito feliz em encontrá-las. Nós encontramos, umas nas outras, forças para vencermos o vaginismo, para seguirmos em frente.

Eu já estive na mesma situação que provavelmente você se encontra hoje. Colhia informações em blogs e me animava, dias depois, estava desanimada novamente. E pensava: será que a cura realmente existe? Será que o vaginismo não faz mesmo parte do meu destisno e que estou predestinada a viver com ele eternamente? Será que estou pagando alguma espécie de pecado? E por aí vai, muitas outras indagações se repetiam na minha mente constantemente.

Entre quedas e tropeços, finalmente cheguei onde estou hoje, enfim curada há 1 ano! Com a certeza de que se estivesse desistido da cura, estaria desistindo de mim, do meu casamento, de ser uma mulher que hoje se sente completa. O vaginismo me ensinou que quando a gente se dedica, quando a gente quer de fato, a gente consegue algo que parecia ser muito além das nossas capacidades.

Hoje dedico uma parte do meu tempo a este blog porque acredito que posso ajudar de alguma forma, nem que seja apenas com uma palavra de ânimo, tirando uma dúvida... E foi pensando nisso que criamos um grupo no whatsapp com mulheres que decidiram vencer o vaginismo e não deixar que ele as vençam. Estamos lá diariamente compartilhando as nossas lutas, nossos tropeços, nos ajudando e, principalmente, celebrando as vitórias diárias de cada uma, por menores que elas sejam. Vivendo um dia de cada vez e celebrando sempre! Caso você, mulher, queira fazer parte deste grupo, me envie um e-mail contando sua história e seu número, você será muito bem-vinda.

Você não está sozinha!
Beijão em todas e até mais :)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Orgasmo Vaginal


Bom dia, flores do meu jardim! Hoje o dia amanheceu ainda mais lindo e pelo título deste post vocês já devem imaginar o motivo. Bem, já comentei com vocês sobre minha dificuldade de sentir prazer com a penetração, e por esse motivo ainda não conseguia me sentir totalmente curada, pois sempre tive certeza que esta limitação era ainda um resquício do vaginismo em mim.

Desde o começo deste ano, penetração já não é mais um problema para nós. Sexo com penetração é uma realidade na nossa relação, graças a Deus! E olha que passei por momentos em que achei que isso jamais seria possível. É mais simples do que se imagina, acreditem!

Após vencer a barreira de ser penetrada, iniciou-se um novo desafio na minha vida sexual, eu não conseguia sentir prazer algum com a penetração. Acho que eu ficava tão preocupada em relaxar, em ser penetrada, em não sentir dor... que não conseguia focar no meu prazer. Tudo acontecia super bem, as preliminares eram ótimas, eu ficava super excitada (não tenho problemas com minha libido), mas, na maioria das vezes, bastava ser penetrada que o tesão sumia.  

Mais uma vez a psico e eu  tivemos a certeza de que o meu caso era mais psicológico que físico. Minha parte física parecia já está resolvida, mas ainda precisávamos continuar cuidando do meu psicológico. É por isso que sempre digo a vocês que o tratamento com a psico é tão importante quanto com  a fisio, é um tratamento interdisciplinar que envolve ginecologista, fisioterapeuta e psicóloga, com eles a cura é certa.

Sempre experimentei orgasmos clitorianos, que também são maravilhosos, mas queria sentir o vaginal também, e ontem fui agraciada com ele :) Foi tudo tão natural, que quando aconteceu, eu mal acreditei que fosse mesmo verdade. É tão bom quanto o clitoriano, mas pra mim foi mais gratificante. Eu amei, o marido amou e parece ter ficado ainda mais satisfeito que eu. rs... 

A felicidade é tanta que nem cabe em mim, hoje acordei ainda mais apaixonada e agradecida ao marido por todo amor e paciência que ele teve ao logo desses anos.

E vocês, o que me dizem sobre o tão polêmico, orgasmo feminino?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Eu Venci - A História da Valéria

Fico muito feliz de compartilhar mais uma história de cura com vocês. Conheci a Valéria aqui no blog, trocamos vários e-mails e nos identificamos bastante. Hoje ela está curada e nos mandou sua história no intuito de motivar ainda mais cada uma de nós :) Parabéns, querida!!!

Meu nome é Valéria, tenho 24 anos e, há pouco tempo, consegui vencer o vaginismo.

Cresci num lar evangélico e em uma família maravilhosa. Via em meus pais o modelo de uma vida a dois muito boa, eles são um exemplo pra mim, me ensinaram a ser a mulher que sou hoje e, como toda mulher, eu sonhava em encontrar alguém especial, me casar e formar uma família.

Deus me abençoou, colocou em minha vida um homem bom, honesto e que me ama como sou.
Começamos a namorar e a nos conhecermos. Desde o inicio, contei a ele sobre o meu desejo de me casar virgem e ele respeitou minha vontade!

Demorou alguns anos até nos casarmos, e em 2013 isso logo aconteceu. Viajamos em lua-de-mel, e o lugar era lindo e estava tudo perfeito. A noite tão esperada por nós havia finalmente chegado, mas não foi como imaginei... As tentativas de penetração foram frustradas naquela noite. Eu pensei que poderia ser por causa da ansiedade e do nervosismo da minha primeira vez. 

Quanto mais tentávamos, mais dor e desconforto eu sentia. Voltamos para casa sem consumar o casamento.

Passaram-se dois meses sem sucesso! Fui ficando cada vez mais preocupada, e me perguntava por que isso estava acontecendo comigo. Resolvi ir ao ginecologista e ele, ao me examinar, disse que o que eu tinha era : VAGINISMO. Na verdade tive sorte de encontrar um médico que tinha conhecimento do assunto, pois existem muitos por ai que desconhecem.

Meu marido e eu continuávamos a tentar e acabava quase sempre em lágrimas e tristeza. Sentia-me cada vez mais diminuída e incapaz de completar o meu casamento, logo com o meu esposo que tanto me esperou! Foi muito difícil, mas sempre pude contar com o apoio dele, que nunca me pressionava e somente me apoiava.

Em casa, procurava por informações sobre o tratamento em blogs e sites e o que eu poderia fazer pra vencer essa dificuldade. Lembro de ter lido em algum lugar sobre a fisioterapia e como ela poderia ajudar em casos como esse, também fiz terapia. 
Procurei muuuito, até que encontrei uma boa profissional. Cheguei ao consultório dela, conversamos bastante, e logo iniciei meu tratamento de fisioterapia, que inclusive, não era na minha cidade, tinha que pegar estrada para poder me tratar!

Sempre seguia as orientações dadas por ela, fazia meus exercícios em casa, me esforcei muito! Usei os dilatadores que tambem contribuiram,para que eu tivesse mais confiança.

E então

Com cerca de 10 sessões e com quase 1ano de casados, conseguimos ter a nossa primeira relação completa com penetração.

Nem preciso dizer o quanto ficamos felizes, e que nem eu acreditei no que estava acontecendo! Enfim, superamos e hoje temos uma vida feliz e prazerosa, com tudo o que temos direito.

Meninas, Vaginismo tem cura sim,

Continue, perservera e vai conseguir

Não sofra mais e procure ajuda!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lista de Profissionais

Boa tarde, pessoal! Hoje compartilho esta lista de profissionais que são especialistas no tratamento do vaginismo. A lista foi elaborada no "Grupo de Apoio ao Vaginismo" que temos no Facebook. Nesta, a maioria dos profissionais são fisioterapeutas uroginecolólogicos/pélvicos, temos também alguns ginecologistas e terapeutas. Caso vocês conheçam algum profissional e queira indicar, deixe o contato nos comentários ou envie para meu e-mail, por favor. 

- AMAPÁ

MACAPÁ

Dra. Serlianne Figueiredo Sá [CREFITO-12/68.262-F] Clínica Fisiomax Av. Vereador Orlando Pinto, 2210 - Santa Rita - (96) 3222-5899 / 8801-7256

- AMAZONAS


MANAUS

Dra. Bárbara Tramujas da Costa [CREFITO-12/103.924-F] Instituto de Medicina Integrada de Manaus Rua Afonso Pena, 589 - Centro - (92) 3233-9730 / 3232-3411

Dra. Patrícia Hipólito Lunieres [CREFITO-12/92.353-F ]Consultório de Fisioterapia  
Av. Constantino Nery, 2789 - EificioEmpire Center, Sala 208 - Chapada
(92) 3082-0461 /3656-1972 / 8268-4687 / 9415-1183

Dra. Maria Auxiliadora de Sousa Maciel [CREFITO-12/83.434-F] Physio Life Serviços de Fisioterapia LTDA Rua Teerã, 18 Quadra14, Conj. Campos Eliseos - Planalto
(92) 3084-3234 /3238-5239 / 8194-8352 / 88449896 

BAHIA

SALVADOR



Dra. Maria Luiza Veiga

Fisioterapeuta - CREFITO (61.644-F)
Rua Marechal Floriano, 56 - Canela (ao lado da academia Tony Granjo) -
(71) 3035-4062 / (71)9984-4610
www.marialuizaveiga.com.br

Dra. Patrícia Lordelo
Consultório Av. Anita Garibaldi, 147 - Sala 913 - Ed. Fernando Garibaldi -
(71) 3330-1640

domingo, 19 de outubro de 2014

Eu Venci - A História da Gabi

Sou Gabi, tenho 22 anos. Você pode até me achar muito nova, e realmente pode até ter história de vagínicas muito mais densas do que a minha, mas o vaginismo me trouxe sofrimento durante um tempo considerável, e me demandou muito esforço para superá-lo.

Fui criada por uma família evangélica, e sempre tive orientações muito rígidas em relação ao sexo, o que acredito ter sido a principal causa do vaginismo. Além disso, minha mãe engravidou ainda adolescente, e sempre me falava como uma gravidez e sexo "promíscuo" poderiam arruinar a vida de uma jovem. Para piorar, minha vó veio a falecer devido a uma doença venérea. Acredito que inconscientemente passei a ver o sexo de uma forma ruim, e quando comecei a namorar e ter os primeiros contatos mais íntimos, já me imaginava grávida, doente e debaixo da ponte.

Tive meu primeiro namorado aos 17, e depois de alguns meses de namoro, decidimos ter nossa primeira relação sexual. Como já imaginam, não consegui. E foram uma série de tentativas frustradas durante 1 ano e meio. Éramos adolescente, ansiosos, a maioria dos nossos amigos estavam iniciando a vida sexual e nós também queríamos. Mas o namoro acabou sem que isso ocorresse. Ficava com inveja das minhas amigas contando que perderam a virgindade de uma maneira normal, sem uma dor insuportável. E eu parecia que tinha uma parede no lugar da vagina.

Um tempo depois, conheci outro rapaz e depois de um tempo lá vou toda serelepe tentar de novo e vocês já sabem o que aconteceu. Esse porém logo me rejeitou. Depois de uma tentativa horrorosa ele terminou comigo. Me senti um lixo, e decidi focar na faculdade, no trabalho e ficar só. Saía com uns paquerinhas, mas não passava disso. Tinha medo de levar uma relação adiante e passar vergonha depois.


No ano passado conheci meu atual namorado. No início, fiquei um pouco pé atrás quando começamos a sair, mas me sentia só, queria namorar, ter alguém. Via meus amigos felizes com sua vida, namorando, noivando e eu me sentia anormal. Depois de um tempo ficando, ele me pediu em namoro e no decorrer das coisas, fomos ter nossa primeira relação. Fracasso total! Comecei a achar que algo estava errado e resolvi procurar uma ginecologista. Eu sempre ouvi falar que perder a virgindade doía, mas anos tentando e não conseguindo para mim era demais. Devia ter algo errado.
Depois de uns exames de toque, ultrassons, e tentativa frustrada de transvaginal, ela me diagnosticou com vaginismo, e me falou que os tratamentos existentes eram mais eficazes com uma psicóloga, do que com uma ginecologista. Chegando em casa, comecei a pesquisar sobre vaginismo na internet e bateu o desespero. Li histórias muito tristes de mulheres com anos de casamento não consumados, mulheres em depressão e eu não queria aquilo para mim. Acredito que essas mulheres tiveram os primeiros indícios de seu vaginismo quando eram mais novas, mas não procuraram ajuda por vergonha, repressão, desinformação e eu não queria passar anos e anos assim. Procurei uma sexóloga pelo google mesmo e conheci um verdadeiro anjo na minha vida.

Durante as sessões descobri muito sobre mim e na minha forma de ver a intimidade, que eu não percebia. Ela me orientou a comprar os dilatadores vaginais e eu comprei os da Absoloo, porque achei os importados muito caro. Eu que me achava tão esclarecida, me via nas sessões fazendo perguntas que hoje até uma menina de 15 anos sabe, o que me mostrou como eu era desinformada em relação a sexo, prazer e intimidade.
As sessões realmente pesaram no meu orçamento, mas valeram muito a pena. Ela me orientava como fazer os exercícios, como contar e conversar sobre isso com meu namorado, que sempre foi maravilhoso e me deu todo apoio. 
Tivemos inúmeras tentativas frustradas e eu chorava horrores após cada uma delas. Achava que ele ia transar com a primeira mulher "normal" que encontrasse na rua. Ele nunca me deu motivos para pensar isso, mas eu ficava tão desesperada com o vaginismo, que as vezes não pensava coisa com coisa.

Comecei a fazer os exercícios do espelho e com os dilatadores. Na verdade eu odiava os exercícios porque me faziam dormir tarde, e meus dias eram cansativos. Fui muito negligente, fazia de má vontade, tinha vergonha de pedir para meu namorado fazer comigo. Não cometam esse erro. Se esforcem, sejam disciplinadas com os exercícios. Eles ajudarão vocês a se conhecerem, a controlar a musculatura da região pélvica, e saber como agirem em uma situação de desconforto com a penetração.

Depois de uns 8 meses de exercícios e terapia eu comecei a me sentir um pouco desanimada. Achava que a cura estava demorando muito. Eu e meu namorado resolvemos fazer uma viagem, e voltando de uma festa, resolvemos "tentar". Acho que depois de um tempo só tentávamos para cumprir tabela. Depois de tantas tentativas frustradas, ele já dava algum sinal de desânimo e eu estava me acomodando à situação também. 

Mas dessa vez algo foi diferente, tentamos e conseguimos. Sem dor!!! Foi um pouco desconfortável em alguns momentos, mas nada daquela dor insuportável, tive penetração completa e eu nem acreditava. Depois dessa todas as tentativas foram bem-sucedidas. As vezes sinto uns incômodos, peço para ele parar um pouco antes, mas tenho conseguido fazer sexo e descobrir um prazer que nem sabia que existia.


Meninas, não desistam. A cura é totalmente possível. Existem tratamentos, recursos e profissionais para nos ajudar. Os índices de eficácia dos tratamentos são altíssimas, e todas as mulheres merecem uma vida sexual plena e saudável.
Espero ainda ler muitas histórias de curas nesse blog.
Grande abraço.
Gabi.

sábado, 20 de setembro de 2014

1° Ano do Blog




Bom dia, gente linda, hoje o blog faz 1 ano e não paro de me questionar se é motivo de comemoração ou não, afinal ele só existe por um motivo, o vaginismo! Mas apesar de tudo, acredito que sim, é motivo de comemoração, foi aqui que eu chorei, desabafei, me redescobri, conheci pessoas maravilhas e muitas delas levarei comigo pelo resto da vida, dei conselhos, fui aconselhada... e por aí vai.

Tenho certeza que aqui muitas mulheres já buscaram forças para continuar e conseguiram, assim como eu consigo todos os dias. Algumas desabafam, outras passam por aqui caladinhas. Mas só de saber que este blog já alcançou alguém e lhe devolveu a esperança perdida, a dúvida passa e me vem a certeza, sim é motivo de comemoração!!!

Parabéns pra mim, parabéns pra você que não desiste da sua cura e que a persegue com todas as forças e todos os dias.

Grande abraço,
Melissa.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Blog na Mídia

Oi, pessoal, hoje o post será breve, vim para compartilhar com vocês a matéria que saiu no site Tempo de Mulher.

O site Tempo de Mulher/MSN escreveu uma matéria sobre o vaginismo e fui procurada para falar um pouco a respeito. A matéria foi publicada na semana passada, lá fala um pouco sobre mim e do blog.

Há uns 3 anos atrás, pouco encontrávamos sobre o tema "vaginismo", o máximo eram poucas matérias na internet que falavam bem vagamente a respeito.
O que tínhamos de mais rico eram os blogs, estes sim sempre foram as nossas melhores ferramentas e é por isso que eu amo os blogs!!!
Lembro que nem os dilatadores vaginais encontrávamos em sites brasileiros, hoje é possível encontrá-los em inúmeros sites.

Mas enfim, as coisas mudaram. Nos dias atuais com uma simples pesquisa é possível encontrar vários artigos na internet sobre o tema. Temos ginecologistas, psicoterapeutas, fisioterapeutas e muitos outros profissionais que se interessam pelo assunto e escrevem para ajudar a quem precisa. E foi por isso que, sem pensar duas vezes, decidi ir além do blog. Foi uma oportunidade de divulgar ainda mais o tema. Quem sabe um dia outras meninas não precisarão passar pelo que passei simplesmente por não ter informação.

E você, já leu a matéria? Se sim, o que achou? Se não, venha ler! É só clicar aqui na imagem.

Até breve!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Contar ou não contar?

O vaginismo é um assunto tão sigiloso, que dentre muitos sentimentos que ele nos faz sentir um é a solidão e o outro é a vergonha, e os dois estão diretamente ligados. Temos vergonha de falar sobre o nosso problema, na maioria das vezes, apenas o marido, namorado, companheiro... sabem o que estamos enfrentando. Mas nem sempre eles são suficientes, temos até mesmo a impressão de que eles não entenderam realmente o que se passa conosco, por mais que eles se esforcem, nos ajudem, apoiem. Parece que chega aquele momento em que precisamos desabafar com uma amiga, seja ela uma amiga de infância, irmã, prima, mãe.

E aí, contar ou não contar? Eu contei!

Já faz algum tempo que venho sentindo a necessidade de contar para alguém próximo sobre o vaginismo. Não sei bem o porquê de tal necessidade já que há muito tempo não me sinto mais sozinha, tenho o blog, minhas leitoras que amo, me correspondo com algumas delas quase que diariamente, encontro a minha querida psico semanalmente e por fim, mas não menos importante, meu amado maridinho.
Ainda assim a necessidade persistia. Conversei com a psico para tentarmos entender o que se passava e ela me aconselhou a fazer o que achasse melhor., pois o que parecia era que eu estava sentindo a necessidade de ter um apoio que me parecesse mais familiar e feminino.

Semanas atrás, estava conversando com uma prima/irmã/amiga e achei que aquele era o momento certo, estávamos falando sobre a falta de lubrificação que tanto a incomoda e foi a deixa para que eu me abrisse com ela. Foi como o esperado, assim como a maioria das pessoas, ela nunca tinha ouvido a palavra "vaginismo" e não achava ser possível alguém ter um problema como este. Mas o mais importante foi o fato de ela não ter me olhado como se eu fosse um E.T. e a maneira como me senti com a revelação. Ela ainda me confidenciou que logo depois de dar à luz a seu primeiro filho, passou por problemas semelhantes, foram quase 6 meses sem conseguir penetração, e quando procurou sua médica adivinhem o que ela lhe disse? Isso mesmo, que era só relaxar que logo tudo voltaria ao normal. Com sorte tudo voltou ao seu devido lugar, mas penso que ela teve um caso de vaginismo secundário que se resolveu com mais facilidade. Que bom, ela teve sorte! Mesmo sem saber do que se tratava, ela decidiu fazer algo e começou a inserir o dedo e massagear a vagina internamente, e a fazer movimentos como se fosse alargá-la com os dedos, e deu super certo!

E sabem como eu me senti depois de ter me aberto? Feliz, feliz, feliz demais!!! Me fez tão bem quanto a primeira sessão com minha psico, meu primeiro post no blog, minha primeira sessão de fisioterapia... Não tive medo, nem vergonha, não me senti menor, nem menos mulher, muito pelo contrário, minha sensação era de liberdade plena, era como se eu tivesse tirado uma tonelada das minhas costas. :))

E vocês, o que acham, contar ou não contar?

Se alguma de vocês têm a mesma necessidade, aconselho procurar alguém da sua confiança, talvez isso também faça parte do processo de libertação total.
Espero que tenham uma experiência tão satisfatória e libertadora quanto a minha.

Abraços,
Melissa.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Exercícios com os Dilatadores Vaginais

Recebo vários e-mails pedindo ajuda e dicas para a realizar os exercícios que ajudam a combater o vaginismo. Vou tentar passar para vocês tudo o que aprendi ao longo desse tempo.
É importante ressaltar que o acompanhamento de um profissional de fisioterapia tornou tudo mais eficaz para mim.

Então vamos lá.

Exercício do Espelho

Um dos maiores problemas que nós vagínicas temos é o de não nos conhecermos, não conhecermos a anatomia do nosso próprio corpo. Olhar figuras na internet ajuda, mas nada é mais eficaz do que olharmos a nós mesmas sem preconceito algum.
O exercício do espelho nada mais é que você começar a se analisar diante dele. Pode ser deitada, agachada, sentada... Agachada é mais fácil e dá pra ver melhor; coloque o espelho no chão, agache-se e com as pernas bem abertas contraia e relaxe os músculos da vagina, você verá a diferença de quando ela está relaxada e quando não está

Alongamento Corporal

Alongamento? isso mesmo, você não leu errado. Uma das primeiras coisas que fazia na fisioterapia era alongar. No começo eu achava uma grande bobagem, mas ao longo dos dias comprovei sua eficácia. Ele é muito útil e prepara nosso corpo para o relaxamento.


Relaxamento

Após ter se alongado, tome um banho, procure um ambiente tranquilo, silencioso, apague as luzes, deite-se, feche os olhos e tente relaxar o máximo que for capaz. Se preferir, coloque uma música relaxante, sempre ajuda. Respire bem fundo pelo nariz e solte lentamente pela boca, faça isso pelo menos umas 10 vezes.

Quando sentir que já está bem relaxada siga para o próximo passo.

Contração e Relaxamento dos Músculos

Este é outro exercício que parece que não nos levará a lugar algum, mas não se deixe enganar, ele ajuda e muito a adquirirmos controle sobre os músculos.

Os fisioterapeutas indicam que façamos este exercício com todos os músculos possíveis. Testa, mãos, pés, barriga... Caso você tenha tempo, faça! Eu só fazia com os músculos da barriga, vagina e ânus.
É o seguinte: Primeiro barriga, contraia a barriga e conte até 10 e solte, repita 5 vezes. Após esta série, contraia e relaxe rapidamente.
Faça o mesmo com os músculos da vagina, contraia,  conte até 10 e solte, repita 5 vezes. Logo depois, contraia e relaxe rapidamente por alguns segundos, mais ou menos uns 30 segundos.
Faça o mesmo com os músculos anais.

Massagem Perineal

Lubrifique o dedo indicador e massageie a vagina por fora, massageia a região da coxa que fica bem próxima da vagina, massageie os grandes lábios, os pequenos lábios.
Após massagear toda a região de fora, tente penetrar o dedo, não precisa ser muito fundo, a ideia é massagear a entrada da vagina.
Caso tenha medo que as unhas possam te machucar, use luvas. 

Dilatadores Vaginais

Vale ressaltar que não precisa ser necessariamente o kit de dilatadores, você pode montar seu próprio kit. A dica que sempre dou pra quem não tem os dilatadores é que comece com os absorventes internos. Comece com o mini e vá avançando para o maior, quando já estiver vencido os absorventes internos, compre próteses penianas de tamanhos e espessuras variadas.
Tenha sempre um lubrificante vaginal à base de água, ele vai ajudar bastante.

Após ter feito todos os exercícios anteriores, pegue seu kit e o lubrificante vaginal, e mãos à obra.
Escolha a melhor posição para você, eu prefiro fazer sentada, mas dá pra ser deitada, de pé, agachada.
Abra bem as pernas, lubrifique bem a entrada da vagina e a ponta do menor dilatador. Respire fundo, coloque o dilatador na entrada da vagina e faça uma leve pressão para dentro, vá empurrando bem lentamente até que ele tenha entrado por completo.
Não tire ainda, mova-o para a direita, para a esquerda, para cima, para baixo, gire-o em 360 graus, faça movimentos de vai-e-vem simulando o ato sexual. Caso sinta uma leve ardência, não se preocupe, a ardência é normal, pois a vagina não está acostumada a ter algo dentro. Se a ardência incomodar muito, use mais lubrificante.
Quando estiver se sentindo segura e mais relaxada, passe para o próximo dilatador e repita o que foi feito com o primeiro e assim sucessivamente. Isso não quer dizer que você vá conseguir tudo no primeiro dia.
O tempo que vai levar para você vencer todos os dilatadores varia de mulher para mulher,  mas a tendência é que vá ficando cada vez mais fácil. O importante é não desistir!

Quando você já estiver conseguindo realizar os exercícios com o maior dilatador com mais tranquilidade, sem incômodo... já será a hora de tentar penetração com o pênis de verdade.
Vai dá tudo certo, pode ter certeza!

Dicas

No outro dia comece novamente pelo menor dilatador, ele "abrirá as portas" para os demais.
Não fique forçando, existem dias que as coisas não irão fluir tão bem, aceite. Mas no outro dia não se sinta desanimada por causa do dia anterior.
Tente fazer os exercícios todos os dias, ou pelo menos um dia sim e outro não, quanto menor o intervalo entre os exercícios, mais fácil vai ficando.
Masturbe-se! É isso mesmo, a masturbação nos ajuda a relaxar. Ela também serve para que os exercícios não fiquem tão massantes e sim bastante prazerosos.
Não é aconselhável ficar tentando penetração com o parceiro durante o tratamento, espere estar bem segura e pronta. As tentativas frustradas podem desanimar e fazer com que vocês desacreditem da cura.
Não deixem de ter intimidade a dois, o que não é aconselhável é a penetração e não a intimidade. Não há ninguém melhor que nós vagínicas pra entender que sexo não se resume à penetração, então abuse da imaginação e sejam felizes até a chegada do grande dia.

Sucesso para todas nós!!!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Eu Venci - A História da Ana

Olá Melissa, sempre acompanhei seu blog e hoje resolvi escrever minha história de cura. Acredito que assim como eu busquei apoio e informações nestes blogs, espero que minha história sirva de incentivo para muitas mulheres. 

Então vamos lá. Sou casada há 10 anos e nunca havia conseguido ter uma relação sexual com penetração, isso mesmo, nenhumazinha.
Me casei muito jovem e eu e meu marido éramos além de virgens, com pouco conhecimento sobre sexo. Minha família e a dele sempre muito tradicionalistas e isso com certeza foi um dos fatores que influenciou nossa vida como casal. Minha primeira relação com ele foi ruim e cheia de medos e ansiedades. As seguintes eram cercadas de diversão, afinal estávamos conhecendo um ao outro. Depois de cerca de dois anos comecei a me questionar e achar que tinha algo errado conosco, que não podia ser só isso que fazíamos, as brincadeiras, as carícias e as tentativas eram boas, mas faltava alguma coisa. Então resolvi buscar informações sobre sexo e conhecer melhor o corpo humano de forma acadêmica mesmo, porque até então eu e ele não sabíamos muita coisa.

Parece coisa de gente do século passado, mas não é! Moro em um capital e isso acontece com muitas pessoas ainda hoje e talvez isso seja mais um empecilho para muitas curas do vaginismo. Então pela primeira vez fui à um ginecologista que me explicou quase nada e disse que eu precisava "praticar mais". Saí me perguntando o que é que eu preciso fazer? Fui em busca de mais entendimento e me descobri com vaginismo. 

Os anos se passaram, eu fiz terapia por um tempo ( e acho que isso me ajudou a entender muita coisa na época), procurei vários ginecologistas que me diziam: você é normal.... um deles até me sugeriu uma cirurgia para resolver a questão, o que eu descartei imediatamente. 
E a vida ia seguindo, cada vez que pensava no assunto me sentia inútil, desesperada, envergonhada, idiota. O nosso casamento tinha tudo de bom, graças a paciência do meu marido e digo mais, acredito que ele também é um vencedor, pois permaneceu firme comigo e não me abandonou, mas o sentimento de não estar bem sempre me cercava e eu buscava tudo o que podia para resolver essa situação. Me apeguei muito em Deus e a cada tentativa de penetração, era uma frustração e isso trazia tristeza para ambos. Eu ouvia minha amigas falarem de sexo e fingia que estava tudo bem, mas aquele assunto era tão doloroso para mim que depois me sentia arrasada. Sempre me vinha a questão: eu preciso fazer alguma coisa! Mas o que fazer? Aonde buscar mais ajuda? Após todo este tempo de sofrimento e desesperança, vendo meu casamento ruindo dia após dia, e nós dois infelizes, determinei para minha vida que iria fazer o que estivesse ao meu alcance para me livrar deste problema. Retomei a terapia. Fiquei 6 meses aguardando uma Psicóloga pelo plano de saúde. Comecei a terapia com muito choro e desânimo. Comecei a ler mais ainda os assuntos sobre vaginismo e acatar sugestões de mulheres que já haviam se curado. Encaminhei meu marido para terapia e ele relutante aceitou. Em um dos blogs a sugestão era comprar um vibrador ou prótese e eu com muita vergonha fui lá e comprei ( em 2x no cartão....rsrsrsr). Em outro blog as meninas falavam sobre masturbação e vídeos eróticos....aceitei tbm essa sugestão...já que com o marido as coisas andavam mais geladas que um iceberg. Minha terapeuta sugeriu aulas de dança ou coisa do tipo para me deixar pouco menos deprimida. Fui fazer aulas de zumba...adorei...Então em um dia de intimidades comigo mesma consegui a penetração com o vibrador e dias depois consegui com meu marido....Simples assim? Não, claro que não! 

Não sei te dizer o que curou, acredito que foram todos esses fatores, sabe!? Mas é possível, e se você estiver lendo isso e achar que algumas dessas sugestões pode te ajudar, faça e faça por você mesma, porque vale à pena. Eu hoje me sinto muito mais confiante como mulher e nosso casamento ressurgiu. Agora estamos tentando engravidar e continuamos em terapia....que Deus abençoe todas vocês. E o mais importante, acreditem que a cura é possível. Abraço!!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Quando o Vaginismo atinge nossos maridos, namorados...

Este texto foi escrito pela Victória, a mesma do post "A história da Victória".
Assim como aconteceu com muitas de nós, ela está passando pela fase de desinteresse sexual de seu marido, e quis compartilhar conosco para que aquelas que já superaram esta fase pudessem ajudá-la e também para estimular o debate e a reflexão.


Bom, estava eu essa semana meditando sobre eu, o vaginismo e minha relação com meu marido e fiquei pensando... Será que sou casada com um banana? 

Parei para pensar isso porque fico tentando entender porquê nossos maridos/namorados enfrentam o nosso problema calados. Muitos dirão que é muito amor e paciência. 

Começo a pensar que eles também passam a ser vagínicos em um determinado momento da nossa relação. Porque eu sempre pedi para meu marido ir ao médico, sex shop, tentar outras posições e ele nada. Todas as propostas partiram de mim. 

Não posso reclamar porque se não fosse ele eu teria ficado mais deprimida e me sentindo uma porcaria. Ele sempre me apoiou, mas....

Hoje, sendo eu uma vencedora (de uma pequena batalha, mas vivendo em constante luta), quero aproveitar cada momento da minha vitória (e isso inclui fazer sexo com frequência), mas hoje em dia de tão acostumados a não conseguirem nada de nós, ficam satisfeitos com o pouco, ou pior, com o nada! Fico pensando será que é só o amor que os prende a nós ou eles também tem lá seus problemas?

Queria saber de vocês, estou sozinha no mundo ou vocês também passam ou passaram por isso? 

Hoje quero praticar muito meus novos dotes kkk (conseguir penetração completa), mas vejo meu marido tão desanimado e às vezes até fugindo... Chegamos até a fazer apenas 2 tentativas em um mês inteirinho (e somos casados há apenas 2 anos). 

Um dia desses ele me disse: "cansei de tanto ficar tentando, estou sem vontade no momento, agora é minha vez de você me compreender". 

Como é com vocês? Com que frequência vocês têm tentado? "HELPE-ME"!!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vídeo Sobre Vaginismo


Conheço este vídeo há algum tempo, muitas de vocês já devem tê-lo visto.
Decidi publicá-lo porque percebo que nos últimos dias têm aparecido novas leitoras aqui no blog e que descobriram a pouco tempo que têm ou desconfiam ter vaginismo. Então pensando nestas que estão ansiosas por novas informações, decidi postar este vídeo.
Lembrei de mim mesma há algum tempo atrás, de como é importante se identificar com alguém, descobrir que não estava só, que não era a única...
A primeira vez que o vi ainda não sabia exatamente qual era o meu problema, mas já estava bastante desconfiada, e me identifiquei muito com a história.
Penso que toda ajuda nos é bem-vinda!



E aí, o que acharam? Se identificaram?
Abraços.

domingo, 6 de abril de 2014

A importância do Diagnóstico

Olá amigas e amigos, como vocês estão? Estava com saudades de escrever por aqui. :)

O motivo deste post é o fato de eu receber, quase que diariamente, e-mails de meninas (mulheres) com a seguinte pergunta: será que tenho vaginismo?
Esta é uma pergunta que infelizmente não posso responder com toda certeza se sim ou não.
Apesar da maioria ter todos os sintomas que nos leve a crer que seja vaginismo, somente um ginecologista examinando ou tentado examinar poderá diagnosticar.

Sei o quanto é difícil buscar ajuda para este problema, o quanto é constrangedor ter que contar a nossa história para ginecologistas, terapeutas, fisioterapeutas, sexólogos... e além de tudo ter de enfrentar e lidar com a falta de preparo de muitos deles. 
Na maioria das vezes, o primeiro ginecologista procurado só a deixará mais confusa, dirá coisas como "é só relaxar, caprichem nas preliminares, tome uma taça de vinho, blá, blá, blá..." mas não desista, a sua hora de encontrar um bom profissional depende da sua perseverança, na vontade em que tem de se curar.

Passei muito tempo no achismo, e infelizmente ele só retardou minha cura.
Antes de procurar ajuda eu sempre me imaginava na frente do médico, terapeuta... dizendo que estava casada há mais de 2 anos e ainda não havia conseguido fazer sexo. Só de pensar em contar isso a alguém eu faltava morrer de tanto constrangimento e a vergonha.
Mas foi preciso vencer a vergonha, o medo para ir em busca de pessoas que realmente poderiam me ajudar. Quem acompanha o blog sabe que a luta para conseguir o diagnóstico não foi fácil, mas a partir do momento em que fui diagnosticada, em que eu soube verdadeiramente qual era o meu problema, foi mais fácil encontrar as armas para combatê-lo.

Conheço várias histórias de meninas que achavam ter vaginismo, mas na verdade tinham outra espécie de dispareunia, o que muda muita coisa, muda a abordagem, a causa, o tipo de tratamento...

Vençam a vergonha, o medo do constrangimento para irem em busca de um diagnóstico seguro.
Com ele em mãos, terão também a possibilidade de escolha das melhores armas para vencer o problema, seja ele qual for.

PS. Todas as  vezes em que fui em busca dos profissionais, tive que buscar dentro de mim um súbito de coragem para simplesmente pegar o telefone e marcar uma simples consulta, e depois mais uma vez para comparecer na consulta marcada.
Muitas vezes, a vergonha e o medo faziam com que eu sabotasse o meu tratamento. Sei tanto quanto vocês o quanto é difícil, mas só depende de nós.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Bem que a Terapia tem Feito





Sempre escrevo sobre o quanto a fisioterapia foi importante para que eu chegasse onde hoje estou, quem me acompanha sabe o quanto evoluí desde que comecei as sessões. Mas hoje quero falar sobre a psicoterapia e o quanto ela tem me feito bem.

Não sei o quanto a psicoterapia me ajudou a chegar até aqui, mas tenho convicções do quanto ela é de suma importância no daqui para frente. 
Durante as sessões e em minha reflexões diárias, tenho descoberto coisas sobre mim mesma que não imaginava ser possível, tenho tido lembranças que estavam completamente esquecidas. Tais fatos têm sido muito relevantes para que eu entenda a causa do meu vaginismo e possa deixá-lo de uma vez por todas.

Outra coisa é o quanto o vaginismo deixa resquícios emocionais, e eu descobri que tenho muitos, muitos mesmo, até mesmo aqueles que eu achava que não tinham nada a ver com o vaginismo.  A insegurança, o medo, o ciúme, a inconstância...

Após muitas evoluções e descobertas, minha relação com meu marido mudou da água para o vinho, não que a relação fosse ruim, mas no fundo existia um vazio dentro de nós, algo estranho que nunca se encaixava, uma distância emocional...
Ele se abriu, disse o quanto se sentia rejeitado mesmo sabendo que esta não era minha intenção. 
Não fazemos terapia de casal, mas as sessões têm sido de grande valia para nós dois.

Pois é, meninas, quem acompanha o blog desde o início sabe o quanto eu achava desnecessário e o tanto que relutei em relação à terapia, mas hoje vejo o quanto ela é importante.
O segredo é encontrar um bom profissional com o qual possamos nos identificar e confiar.
Quem tiver a oportunidade de fazer, faça. Assim como eu, não irão se arrepender! 
É preciso ter paciência, nas primeiras sessões parece que não iremos chegar a lugar a algum, mas para que as coisas comecem a andar é preciso pelo menos umas 5 sessões.

Sucesso para todas nós!

PS. Em relação ao sexo continuo na mesma, ainda não fui à ginecologista (falta de agenda minha e dela), ainda sinto certo incômodo (não é dor), mas já conseguimos penetração em todas as nossas relações, e penetração prazerosa em algumas delas.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Avanços




Desde minha última postagem, já vivi tantas coisas, que não parece que de lá pra cá se passou apenas uma semana.

Nestes últimos dias fiz 2 sessões de fisioterapia e 1 de psicoterapia. Sobre a terapia não há muito o que ser dito, mas posso afirmar que os efeitos têm sido bastante positivos, as sessões têm propiciado um auto conhecimento, e sempre saio de lá me sentindo cada vez mais capaz. 
Quanto à fisioterapia, alcançamos alguns avanços.

Como lhes contei no último post, ando tendo dificuldades em deixar o controle das penetrações, pois bem, nas últimas sessões a fisio não permitiu que eu fizesse os exercícios sozinha, pois quando eu fazia sozinha tudo ocorria super bem, mas se ela tentasse, não dava certo.
Então tivemos que recomeçar, primeiro ela introduziu o dedo, massageou, tirou, colocou novamente... e só aí tentou inserir a prótese peniana. Neste dia não conseguimos introduzir a prótese, mas a sonda que é mais fina entrou. Ela colocou a sonda e tirou umas 3 vezes, sem traumas!

Já na outra sessão, ela sugeriu que tentássemos a prótese sem "abrirmos caminho" com a sonda.
Na primeira tentativa, pra que eu me sentisse mais segura, ela permitiu que eu segurasse em sua mão (como se eu tivesse no controle, mas não poderia ajudá-la a colocar), e assim o fiz e deu certo, entrou com um pouco mais de dificuldade, mas entrou. Mais uma certeza de que é tudo psicológico!

Na segunda tentativa, ela não permitiu que eu usasse as mãos, meu único aliado era o relaxamento, e para minha surpresa entrou até a metade, e com a consciência de que eu não estava totalmente relaxada, relaxei mais, e entrou tudo.
Então ela fez alguns movimentos com a prótese e nos demos conta que o problema maior era entrar, depois que entrou conseguimos fazer tudo sem maiores problemas, a não ser uma leve ardência com os movimentos de vai e vem.
Já marquei com a gineco pra saber as causas dessa leve ardência, dessa vez, me parece que não tem relação com o vaginismo

Estou feliz com os avanços, e mais feliz ainda por ter conseguido deixar a fisio introduzir a prótese sem ter tido a necessidade de colocar um objeto menor antes. Eu mesma nunca tinha conseguido introduzir a prótese sem antes "abrir caminho" com algum dilatador (prótese é maior e mais larga que o último dilatador).

A fisio propôs que déssemos uma pausa de 1 mês com as sessões, para que neste período o marido e eu possamos praticar todo que me foi orientado. Caso tudo dê certo, voltarei apenas para a avaliação final, e se por acaso, daqui 1 mês, ainda restar algum resquício do vaginismo, faremos mais 5 sessões.

As sessões com a psico continuarão a todo vapor.

Agora é torcer pra que o vaginismo venha a fazer parte do meu passado. 
Torçam por mim!!!  ;)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A arte da Confiança




Me sinto muito orgulhosa por ter chegado até aqui, fácil não foi e não tem sido! 
O fato é que o vaginismo faz com que eu me sinta bipolar, um dia me sinto extremamente vitoriosa, no outro uma fracassada. E nesta semana, a sensação de fracasso tem me acompanhado.

Meu processo de cura deu uma estagnada. Estávamos indo muito bem até a fisio perceber que eu não consigo confiar no outro.
Tudo ocorre muito bem quando eu estou no controle da situação. Quando eu coloco a sonda, quando eu introduzo a prótese... mas infelizmente quando o controle não está comigo o vaginismo fala mais alto. 

Entramos em um processo onde a fisio é quem tenta introduzir os objetos em mim, só tenta, entrar mesmo que é bom, não entra de maneira nenhuma, nem sentada, nem deitada ou de pé.
Só de imaginar que é ela quem vai introduzir me travo toda, pernas, glúteos e vagina.
Neste momento não consigo ser racional, não me lembro das técnicas de relaxamento e respiração.

Em casa não tem sido diferente, todas as vezes em que eu estou no controle da situação o pênis escorrega pra dentro como se eu nunca tivesse sido vagínica, caso contrário, sempre voltamos à estaca zero.

A psico tem tentado me ajudar com este problema, mas até agora não obtivemos progresso algum.
Enquanto isso eu e a fisio, este anjo na minha vida, estamos tentando, tentando, tentando...
A fisio diz que isso acontece com muitas meninas, mas o mais normal é que elas confiem mais no profissional do que  nelas mesmas.

Sei que não deveria me sentir fracassada, afinal já conquistei tantas vitórias, mas eu não estava preparada para esta pausa no meu processo de cura.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Psicoterapia

Olá pessoal, hoje falarei brevemente sobre as sessões de terapia. Até agora só fiz duas, por isso, ainda não dá pra avaliar muita coisa.

Como lhes contei no post Terapia Sexual, nunca gostei muito deste tipo de intervenção. Não gosto de me expor, sou bastante reservada, mas como o meu objetivo é me curar do vaginismo e uma das vertentes para a cura é a terapia, decidi que não fugiria mais dela. 

Bem, até agora, não foi nenhum castigo ir às sessões. Gostei da psicóloga, e gostei principalmente do fato de ela já ter atendido a outras vagínicas. 
Ela é bastante atenciosa, na semana passada não pude comparecer, então ela me ligou querendo saber se estava tudo bem, como tinha sido minha semana, se havia obtido algum progresso... gosto de pessoas que nos tratam como pessoas, não simplesmente como coisas.

As sessões consistem basicamente em falar, falar, falar e falar mais um pouco (rs...).
Ela faz algumas perguntas sobre a família, a infância, sobre o casamento e muitas outras coisas, e me deixa livre pra ir respondendo, às vezes ela interrompe e faz perguntas do tipo "o que você sentiu? medo, vergonha, raiva?", e vai anotando tudo que vou dizendo.
Falamos sobre as sessões com a fisio, o que sinto com as sessões, como tenho me saído, se tenho feito os exercícios em casa...

Conversamos sobre vários assuntos que de maneira direta ou indiretamente possam ter influenciado para que eu tenha desenvolvido o vaginismo. As vezes parece que o assunto não vai nos levar a lugar nenhum, mas o simples fato de me fazer refletir já é válido.

Uma coisa que estranhei foi o fato de ela não ter me aconselhado a parar com as tentativas de penetração.
Na maiorias das histórias que li, os terapeutas aconselhavam parar até que a pessoa se sentisse realmente pronta, assim evitaria certas frustrações e a pessoa não correria o risco de perder a credibilidade no tratamento e em si mesma.
Talvez seja porque, no meu caso, o grande problema não seja mais conseguir a penetração, e sim as dores e incômodo que sinto com o pênis dentro da vagina.

Como eu disse, anteriormente, ainda é muito cedo pra fazer algum  tipo de avaliação, tanto da psicóloga para comigo, quanto de mim para com ela, mas o importante é que tenho me sentido bem.
Com as festas de final de ano, a clínica entrará em recesso e o nosso próximo encontro só acontecerá
em janeiro.

Se houver qualquer novidade, voltarei para contar, ok?
Até breve!

PS. Amanhã terei mais uma sessão com a fisio, e assim como a psicóloga, ela também entrará em recesso. :(