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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Psicoterapia

Olá pessoal, hoje falarei brevemente sobre as sessões de terapia. Até agora só fiz duas, por isso, ainda não dá pra avaliar muita coisa.

Como lhes contei no post Terapia Sexual, nunca gostei muito deste tipo de intervenção. Não gosto de me expor, sou bastante reservada, mas como o meu objetivo é me curar do vaginismo e uma das vertentes para a cura é a terapia, decidi que não fugiria mais dela. 

Bem, até agora, não foi nenhum castigo ir às sessões. Gostei da psicóloga, e gostei principalmente do fato de ela já ter atendido a outras vagínicas. 
Ela é bastante atenciosa, na semana passada não pude comparecer, então ela me ligou querendo saber se estava tudo bem, como tinha sido minha semana, se havia obtido algum progresso... gosto de pessoas que nos tratam como pessoas, não simplesmente como coisas.

As sessões consistem basicamente em falar, falar, falar e falar mais um pouco (rs...).
Ela faz algumas perguntas sobre a família, a infância, sobre o casamento e muitas outras coisas, e me deixa livre pra ir respondendo, às vezes ela interrompe e faz perguntas do tipo "o que você sentiu? medo, vergonha, raiva?", e vai anotando tudo que vou dizendo.
Falamos sobre as sessões com a fisio, o que sinto com as sessões, como tenho me saído, se tenho feito os exercícios em casa...

Conversamos sobre vários assuntos que de maneira direta ou indiretamente possam ter influenciado para que eu tenha desenvolvido o vaginismo. As vezes parece que o assunto não vai nos levar a lugar nenhum, mas o simples fato de me fazer refletir já é válido.

Uma coisa que estranhei foi o fato de ela não ter me aconselhado a parar com as tentativas de penetração.
Na maiorias das histórias que li, os terapeutas aconselhavam parar até que a pessoa se sentisse realmente pronta, assim evitaria certas frustrações e a pessoa não correria o risco de perder a credibilidade no tratamento e em si mesma.
Talvez seja porque, no meu caso, o grande problema não seja mais conseguir a penetração, e sim as dores e incômodo que sinto com o pênis dentro da vagina.

Como eu disse, anteriormente, ainda é muito cedo pra fazer algum  tipo de avaliação, tanto da psicóloga para comigo, quanto de mim para com ela, mas o importante é que tenho me sentido bem.
Com as festas de final de ano, a clínica entrará em recesso e o nosso próximo encontro só acontecerá
em janeiro.

Se houver qualquer novidade, voltarei para contar, ok?
Até breve!

PS. Amanhã terei mais uma sessão com a fisio, e assim como a psicóloga, ela também entrará em recesso. :(

sábado, 2 de novembro de 2013

Nós Conseguimos

Olá pessoal, como vocês estão? Espero que estejam tod@s bem, com bastante determinação e fé.

É isso mesmo, assim como sugere o título deste texto, nós conseguimos a nossa primeira penetração! :)

Vou lhes contar exatamente como tudo aconteceu.
Esta semana estávamos muito entregues um ao outro, estamos vivendo uma fase bastante gostosa na nossa relação, e com toda certeza isso contribuiu muito.

Mas vamos ao que interessa, não é?
Quando começamos não tínhamos em mente a penetração, estávamos ali como das outras vezes, sem pretensão alguma de penetração.
Fomos nos beijando, nos acariciando durante alguns minutos. Começou a esquentar, a esquentar, a esquentar... rs... e foi aí que eu tive a grande ideia de tentar a penetração. Não preciso nem dizer que ele adorou a ideia. rs...
Pois bem, ele se deitou com as costas na cama e eu fiquei por cima dele (já havia lido várias vezes que esta é uma das melhores posições para nós vagínicas, pois temos maior controle), passei bastante lubrificante nele e em mim. Para me tranquilizar ele disse que não se movimentaria, que me deixaria à vontade para fazer o que quisesse.
Fiz alguns exercícios de relaxamento e peguei o pênis dele e comecei a fazer uma leve pressão para dentro da minha vagina (da mesma forma como faço com os dilatadores). No começo parecia que não iria entrar, então me concentrei, relaxei mais um pouco e conseguimos alguns centímetros de penetração.  Parei, me concentrei, relaxei e entrou mais um pouco, mais um pouco... e por fim, entrou tudo.
É claro que não fizemos aquele sexo cheio de movimentos e posições, não dava nem pra ele, nem pra mim. Deixamos o pênis dentro da vagina por alguns minutos e tiramos. Eu senti uma leve ardência e bastante incômodo e ele sentiu que era bastante apertada.
Continuamos nosso sexo como de costume,  e posso afirmar que foi o mais maravilhoso de todos.

A sensação de vitória foi maravilhosa, há alguns meses eu não conseguia introduzir um cotonete.
É importante dizer que não sinto que estou curada, mas, com toda certeza, foi um grande passo para a cura, me sinto mais próxima dela. :)

Espero profundamente que este post lhes dê força e ânimo para prosseguir. Me encontro mais esperançosa do que nunca.
Queria muito compartilhar esta vitória com vocês, por mim teria contado ontem mesmo. rs.

Rumo à Cura.
Abraços e até mais!