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sexta-feira, 18 de março de 2016

Desculpas Sinceras

Boa noite! Quanto tempo, não é? Tem um tempinho que não escrevo aqui :(

Gostaria de pedir desculpas a vocês pelo meu sumiço. Amo este espaço e quero mantê-lo sempre vivo, sei o quanto ele é importante para nós. Mas a verdade é que sinto que não tenho mais tanto o que compartilhar. 

A cura chegou, o pesadelo acabou. Graças a Deus! 

Estejam cientes, a cura é para todas, acreditem! E vale muito, vale cada esforço, cada centavo investido no tratamento, seja com fisio, com dilatadores, terapia, vibradores...

Quando a tão sonhada cura chega a vida muda, o casamento/relacionamento mudam, a gente muda... Não tem como descrever, é preciso viver.

Quero que saibam que eu continuo aqui pra vocês sempre que precisarem de mim, ok?! Tenho tentado responder a todos os e-mails e comentários, juro! A demanda dos últimos dias tem sido maior do que meu tempo disponível, mas eu prometo que ninguém ficará sem respostas. Então, se você me enviou um e-mail e ainda não obteve respostas, não pense que foi por falta de interesse, foi por falta de tempo, a vida tem sido uma loucura nos últimos meses.

Se precisar de uma reposta mais rápida, me envie seu telefone que te chamarei no whats, é mais prático pra mim. Tenho um carinho enorme por vocês, sei exatamente o que sentem, eu também senti, e sei o quanto nos sentimos perdidas e desamparadas nesta fase. Quero que saibam que não as abandonei e nem pretendo. Prometi a mim mesma que sempre estenderia as mãos a quem necessitasse de socorro, assim como um dia eu necessitei que alguém as estendessem a mim.

É isso! Passei por aqui só para pedir desculpas e para pedir que não desistam da cura mesmo que tudo pareça perdido, pois não está. Um dia eu cheguei a pensar que a cura era para todas, menos para mim, hoje estou aqui curada, feliz e realizada. Sei que muitas de vocês pensam ou já pensaram assim. Coragem, a luta é árdua, mas a vitória é compensadora. 

Sigam firmes!

Abraços,
Melissa.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Exercícios com os Dilatadores Vaginais

Recebo vários e-mails pedindo ajuda e dicas para a realizar os exercícios que ajudam a combater o vaginismo. Vou tentar passar para vocês tudo o que aprendi ao longo desse tempo.
É importante ressaltar que o acompanhamento de um profissional de fisioterapia tornou tudo mais eficaz para mim.

Então vamos lá.

Exercício do Espelho

Um dos maiores problemas que nós vagínicas temos é o de não nos conhecermos, não conhecermos a anatomia do nosso próprio corpo. Olhar figuras na internet ajuda, mas nada é mais eficaz do que olharmos a nós mesmas sem preconceito algum.
O exercício do espelho nada mais é que você começar a se analisar diante dele. Pode ser deitada, agachada, sentada... Agachada é mais fácil e dá pra ver melhor; coloque o espelho no chão, agache-se e com as pernas bem abertas contraia e relaxe os músculos da vagina, você verá a diferença de quando ela está relaxada e quando não está

Alongamento Corporal

Alongamento? isso mesmo, você não leu errado. Uma das primeiras coisas que fazia na fisioterapia era alongar. No começo eu achava uma grande bobagem, mas ao longo dos dias comprovei sua eficácia. Ele é muito útil e prepara nosso corpo para o relaxamento.


Relaxamento

Após ter se alongado, tome um banho, procure um ambiente tranquilo, silencioso, apague as luzes, deite-se, feche os olhos e tente relaxar o máximo que for capaz. Se preferir, coloque uma música relaxante, sempre ajuda. Respire bem fundo pelo nariz e solte lentamente pela boca, faça isso pelo menos umas 10 vezes.

Quando sentir que já está bem relaxada siga para o próximo passo.

Contração e Relaxamento dos Músculos

Este é outro exercício que parece que não nos levará a lugar algum, mas não se deixe enganar, ele ajuda e muito a adquirirmos controle sobre os músculos.

Os fisioterapeutas indicam que façamos este exercício com todos os músculos possíveis. Testa, mãos, pés, barriga... Caso você tenha tempo, faça! Eu só fazia com os músculos da barriga, vagina e ânus.
É o seguinte: Primeiro barriga, contraia a barriga e conte até 10 e solte, repita 5 vezes. Após esta série, contraia e relaxe rapidamente.
Faça o mesmo com os músculos da vagina, contraia,  conte até 10 e solte, repita 5 vezes. Logo depois, contraia e relaxe rapidamente por alguns segundos, mais ou menos uns 30 segundos.
Faça o mesmo com os músculos anais.

Massagem Perineal

Lubrifique o dedo indicador e massageie a vagina por fora, massageia a região da coxa que fica bem próxima da vagina, massageie os grandes lábios, os pequenos lábios.
Após massagear toda a região de fora, tente penetrar o dedo, não precisa ser muito fundo, a ideia é massagear a entrada da vagina.
Caso tenha medo que as unhas possam te machucar, use luvas. 

Dilatadores Vaginais

Vale ressaltar que não precisa ser necessariamente o kit de dilatadores, você pode montar seu próprio kit. A dica que sempre dou pra quem não tem os dilatadores é que comece com os absorventes internos. Comece com o mini e vá avançando para o maior, quando já estiver vencido os absorventes internos, compre próteses penianas de tamanhos e espessuras variadas.
Tenha sempre um lubrificante vaginal à base de água, ele vai ajudar bastante.

Após ter feito todos os exercícios anteriores, pegue seu kit e o lubrificante vaginal, e mãos à obra.
Escolha a melhor posição para você, eu prefiro fazer sentada, mas dá pra ser deitada, de pé, agachada.
Abra bem as pernas, lubrifique bem a entrada da vagina e a ponta do menor dilatador. Respire fundo, coloque o dilatador na entrada da vagina e faça uma leve pressão para dentro, vá empurrando bem lentamente até que ele tenha entrado por completo.
Não tire ainda, mova-o para a direita, para a esquerda, para cima, para baixo, gire-o em 360 graus, faça movimentos de vai-e-vem simulando o ato sexual. Caso sinta uma leve ardência, não se preocupe, a ardência é normal, pois a vagina não está acostumada a ter algo dentro. Se a ardência incomodar muito, use mais lubrificante.
Quando estiver se sentindo segura e mais relaxada, passe para o próximo dilatador e repita o que foi feito com o primeiro e assim sucessivamente. Isso não quer dizer que você vá conseguir tudo no primeiro dia.
O tempo que vai levar para você vencer todos os dilatadores varia de mulher para mulher,  mas a tendência é que vá ficando cada vez mais fácil. O importante é não desistir!

Quando você já estiver conseguindo realizar os exercícios com o maior dilatador com mais tranquilidade, sem incômodo... já será a hora de tentar penetração com o pênis de verdade.
Vai dá tudo certo, pode ter certeza!

Dicas

No outro dia comece novamente pelo menor dilatador, ele "abrirá as portas" para os demais.
Não fique forçando, existem dias que as coisas não irão fluir tão bem, aceite. Mas no outro dia não se sinta desanimada por causa do dia anterior.
Tente fazer os exercícios todos os dias, ou pelo menos um dia sim e outro não, quanto menor o intervalo entre os exercícios, mais fácil vai ficando.
Masturbe-se! É isso mesmo, a masturbação nos ajuda a relaxar. Ela também serve para que os exercícios não fiquem tão massantes e sim bastante prazerosos.
Não é aconselhável ficar tentando penetração com o parceiro durante o tratamento, espere estar bem segura e pronta. As tentativas frustradas podem desanimar e fazer com que vocês desacreditem da cura.
Não deixem de ter intimidade a dois, o que não é aconselhável é a penetração e não a intimidade. Não há ninguém melhor que nós vagínicas pra entender que sexo não se resume à penetração, então abuse da imaginação e sejam felizes até a chegada do grande dia.

Sucesso para todas nós!!!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Eu Venci - A História da Ana

Olá Melissa, sempre acompanhei seu blog e hoje resolvi escrever minha história de cura. Acredito que assim como eu busquei apoio e informações nestes blogs, espero que minha história sirva de incentivo para muitas mulheres. 

Então vamos lá. Sou casada há 10 anos e nunca havia conseguido ter uma relação sexual com penetração, isso mesmo, nenhumazinha.
Me casei muito jovem e eu e meu marido éramos além de virgens, com pouco conhecimento sobre sexo. Minha família e a dele sempre muito tradicionalistas e isso com certeza foi um dos fatores que influenciou nossa vida como casal. Minha primeira relação com ele foi ruim e cheia de medos e ansiedades. As seguintes eram cercadas de diversão, afinal estávamos conhecendo um ao outro. Depois de cerca de dois anos comecei a me questionar e achar que tinha algo errado conosco, que não podia ser só isso que fazíamos, as brincadeiras, as carícias e as tentativas eram boas, mas faltava alguma coisa. Então resolvi buscar informações sobre sexo e conhecer melhor o corpo humano de forma acadêmica mesmo, porque até então eu e ele não sabíamos muita coisa.

Parece coisa de gente do século passado, mas não é! Moro em um capital e isso acontece com muitas pessoas ainda hoje e talvez isso seja mais um empecilho para muitas curas do vaginismo. Então pela primeira vez fui à um ginecologista que me explicou quase nada e disse que eu precisava "praticar mais". Saí me perguntando o que é que eu preciso fazer? Fui em busca de mais entendimento e me descobri com vaginismo. 

Os anos se passaram, eu fiz terapia por um tempo ( e acho que isso me ajudou a entender muita coisa na época), procurei vários ginecologistas que me diziam: você é normal.... um deles até me sugeriu uma cirurgia para resolver a questão, o que eu descartei imediatamente. 
E a vida ia seguindo, cada vez que pensava no assunto me sentia inútil, desesperada, envergonhada, idiota. O nosso casamento tinha tudo de bom, graças a paciência do meu marido e digo mais, acredito que ele também é um vencedor, pois permaneceu firme comigo e não me abandonou, mas o sentimento de não estar bem sempre me cercava e eu buscava tudo o que podia para resolver essa situação. Me apeguei muito em Deus e a cada tentativa de penetração, era uma frustração e isso trazia tristeza para ambos. Eu ouvia minha amigas falarem de sexo e fingia que estava tudo bem, mas aquele assunto era tão doloroso para mim que depois me sentia arrasada. Sempre me vinha a questão: eu preciso fazer alguma coisa! Mas o que fazer? Aonde buscar mais ajuda? Após todo este tempo de sofrimento e desesperança, vendo meu casamento ruindo dia após dia, e nós dois infelizes, determinei para minha vida que iria fazer o que estivesse ao meu alcance para me livrar deste problema. Retomei a terapia. Fiquei 6 meses aguardando uma Psicóloga pelo plano de saúde. Comecei a terapia com muito choro e desânimo. Comecei a ler mais ainda os assuntos sobre vaginismo e acatar sugestões de mulheres que já haviam se curado. Encaminhei meu marido para terapia e ele relutante aceitou. Em um dos blogs a sugestão era comprar um vibrador ou prótese e eu com muita vergonha fui lá e comprei ( em 2x no cartão....rsrsrsr). Em outro blog as meninas falavam sobre masturbação e vídeos eróticos....aceitei tbm essa sugestão...já que com o marido as coisas andavam mais geladas que um iceberg. Minha terapeuta sugeriu aulas de dança ou coisa do tipo para me deixar pouco menos deprimida. Fui fazer aulas de zumba...adorei...Então em um dia de intimidades comigo mesma consegui a penetração com o vibrador e dias depois consegui com meu marido....Simples assim? Não, claro que não! 

Não sei te dizer o que curou, acredito que foram todos esses fatores, sabe!? Mas é possível, e se você estiver lendo isso e achar que algumas dessas sugestões pode te ajudar, faça e faça por você mesma, porque vale à pena. Eu hoje me sinto muito mais confiante como mulher e nosso casamento ressurgiu. Agora estamos tentando engravidar e continuamos em terapia....que Deus abençoe todas vocês. E o mais importante, acreditem que a cura é possível. Abraço!!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A arte da Confiança




Me sinto muito orgulhosa por ter chegado até aqui, fácil não foi e não tem sido! 
O fato é que o vaginismo faz com que eu me sinta bipolar, um dia me sinto extremamente vitoriosa, no outro uma fracassada. E nesta semana, a sensação de fracasso tem me acompanhado.

Meu processo de cura deu uma estagnada. Estávamos indo muito bem até a fisio perceber que eu não consigo confiar no outro.
Tudo ocorre muito bem quando eu estou no controle da situação. Quando eu coloco a sonda, quando eu introduzo a prótese... mas infelizmente quando o controle não está comigo o vaginismo fala mais alto. 

Entramos em um processo onde a fisio é quem tenta introduzir os objetos em mim, só tenta, entrar mesmo que é bom, não entra de maneira nenhuma, nem sentada, nem deitada ou de pé.
Só de imaginar que é ela quem vai introduzir me travo toda, pernas, glúteos e vagina.
Neste momento não consigo ser racional, não me lembro das técnicas de relaxamento e respiração.

Em casa não tem sido diferente, todas as vezes em que eu estou no controle da situação o pênis escorrega pra dentro como se eu nunca tivesse sido vagínica, caso contrário, sempre voltamos à estaca zero.

A psico tem tentado me ajudar com este problema, mas até agora não obtivemos progresso algum.
Enquanto isso eu e a fisio, este anjo na minha vida, estamos tentando, tentando, tentando...
A fisio diz que isso acontece com muitas meninas, mas o mais normal é que elas confiem mais no profissional do que  nelas mesmas.

Sei que não deveria me sentir fracassada, afinal já conquistei tantas vitórias, mas eu não estava preparada para esta pausa no meu processo de cura.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Enfim, o diagnóstico

Depois da última consulta, mais que frustrada, decidi procurar outra ginecologista. Fui sem muitas esperanças, mas a ideia de que eu estava acomodada atormentava meu casamento. Em todas as conversas mais sérias aparecia a cobrança!

Chegou o dia da consulta!
Esperei mais de 1 hora para ser atendida, (tenho a impressão que tudo acontece para que eu desista) mas enfim chegou a minha vez!

Muito simpática, ela me recebeu com um enorme sorriso no rosto, isso para mim, fez toda a diferença. Já me senti à vontade logo na entrada do consultório. 

Mas vamos ao que interessa! 
Eu disse a ela: Doutora, o motivo pelo qual estou aqui é  fato de não conseguir ter relações sexuais com penetração. Disse-lhe que parecia que havia uma barreira que impedia a penetração. Então ela pediu que eu me trocasse para ser examinada. Falou para que eu relaxasse, pediu para que eu confiasse nela, pois ela introduziria 1 dedo em mim e me garantiu que se eu relaxasse não doeria. E foi o que fiz, confiei e relaxei! Ela ficou com o dedo lá em média 1 minuto, massageando delicadamente as paredes da vagina. 
Não doeu nadinha, apenas me incomodou, afinal não estou acostumada a ter nada introduzido em mim.

Então ela me disse: Melissa, pelo que tudo indica você tem VAGINISMO!
Começou a explicar o que era, como os músculos reagiam a cada tentativa sexual, falou sobre o tratamento com ajuda psicológica, pois era um problema psicológico; apesar da dor ser física.

Saí de lá aliviada pelo diagnóstico, mas ao mesmo tempo bastante abalada. 
Apesar de já desconfiar que tinha vaginismo, lá no fundo eu preferia ter algum tipo de problema tratável através de remédios ou intervenção cirúrgica. Só quem sofre deste mal vai entender meus motivos.
É muito difícil saber que, praticamente 100% da minha cura, só depende de mim mesma.

Muito do que ela disse eu já sabia, antes de ter certeza do diagnóstico, eu já havia pesquisado bastante sobre o assunto. O próximo passo era ir até a psicóloga que ela me indicou.

Mas será mesmo que eu precisava de terapia? Li histórias de tantas meninas que se curaram sem. Porém, cada caso é um caso.