Depois da última consulta, mais que frustrada, decidi procurar outra ginecologista. Fui sem muitas esperanças, mas a ideia de que eu estava acomodada atormentava meu casamento. Em todas as conversas mais sérias aparecia a cobrança!
Chegou o dia da consulta!
Esperei mais de 1 hora para ser atendida, (tenho a impressão que tudo acontece para que eu desista) mas enfim chegou a minha vez!
Muito simpática, ela me recebeu com um enorme sorriso no rosto, isso para mim, fez toda a diferença. Já me senti à vontade logo na entrada do consultório.
Mas vamos ao que interessa!
Eu disse a ela: Doutora, o motivo pelo qual estou aqui é fato de não conseguir ter relações sexuais com penetração. Disse-lhe que parecia que havia uma barreira que impedia a penetração. Então ela pediu que eu me trocasse para ser examinada. Falou para que eu relaxasse, pediu para que eu confiasse nela, pois ela introduziria 1 dedo em mim e me garantiu que se eu relaxasse não doeria. E foi o que fiz, confiei e relaxei! Ela ficou com o dedo lá em média 1 minuto, massageando delicadamente as paredes da vagina.
Não doeu nadinha, apenas me incomodou, afinal não estou acostumada a ter nada introduzido em mim.
Então ela me disse: Melissa, pelo que tudo indica você tem VAGINISMO!
Começou a explicar o que era, como os músculos reagiam a cada tentativa sexual, falou sobre o tratamento com ajuda psicológica, pois era um problema psicológico; apesar da dor ser física.
Saí de lá aliviada pelo diagnóstico, mas ao mesmo tempo bastante abalada.
Apesar de já desconfiar que tinha vaginismo, lá no fundo eu preferia ter algum tipo de problema tratável através de remédios ou intervenção cirúrgica. Só quem sofre deste mal vai entender meus motivos.
É muito difícil saber que, praticamente 100% da minha cura, só depende de mim mesma.
Muito do que ela disse eu já sabia, antes de ter certeza do diagnóstico, eu já havia pesquisado bastante sobre o assunto. O próximo passo era ir até a psicóloga que ela me indicou.
Mas será mesmo que eu precisava de terapia? Li histórias de tantas meninas que se curaram sem. Porém, cada caso é um caso.
