Olá meninas, este texto me foi indicado pela minha fisioterapeuta, achei interessante e decidi compartilhá-lo com vocês.
Espero que gostem.
Para ler o texto completo é só clicar no link abaixo.
Abraços.
Carol Ambrogini: Você tem intimidade com a sua vagina?: Depois de queimar soutiens, conquistar o mercado de trabalho e fazer e acontecer nesta vida “moderna”, parece até contrassenso falar que as mulheres têm uma certa vergonha da própria vagina.
Digo vergonha, porque não é possível tanta falta de intimidade com algo que é seu, que faz parte do seu corpo, que te pertence e é só sua, para o seu bel prazer...
"A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose..." Rubem Alves
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Fisioterapia Vaginal - A avaliação
Olá meninas, como está indo o processo rumo à cura?
Eu dei mais um passo, graças a Deus!
Como vocês têm acompanhado, nas últimas semanas progredi bastante, mas ainda não estava me sentindo tão segura a ponto de me considerar curada.
Vocês devem se lembrar que eu estava à procura de um fisioterapeuta uroginecológico que já tivesse alguma experiência para tratar o vaginismo, pois bem, eu encontrei. :))
Queria ter encontrado antes, se assim fosse, eu teria sofrido menos pra chegar até aqui.
Liguei pra ela e marcamos uma avaliação. No dia e hora marcada eu estava lá, super nervosa e ansiosa.
Ela me recebeu com muita simpatia. Conversamos bastante, contei minha história pra ela, e com esta conversa fui me acalmando, acalmando... e logo eu já estava super à vontade.
Ela é simplesmente maravilhosa e bastante experiente no assunto.
Depois da longa conversa, passamos para a avaliação.
Vesti aquela camisolinha e me deitei na maca com as pernas flexionadas, joelhos bem afastados e sola dos pés sobre a maca.
Ela me ensinou algumas técnicas de respiração e relaxamento e pediu que eu fosse repetindo até me sentir mais relaxada. Quando eu estava pronta, ela disse que tentaria introduzir um dedo (com bastante lubrificante), mas que eu poderia ficar bem tranquila que ela só iria até onde eu me sentisse confortável.
Foi bastante tranquilo, com a técnica de respiração e relaxamento, senti que minha vagina sugava o dedo dela, percebi que ela não fazia força alguma para introduzi-lo.
Ela fez alguns movimentos com o dedo, movimentos em forma de U, pediu pra eu relaxar e contrair a musculatura pélvica repetidas vezes.
Depois ela disse que tentaria introduzir dois dedos, e entrou com facilidade. Ela abriu e fechou os dedos, movimentou os dedos pra baixo e pra cima (senti um certo desconforto, mas nada demais), e mais uma vez pediu para que eu relaxasse e contraísse algumas vezes, e ela foi retirando os dedos delicadamente.
Ela passou alguns exercícios para eu fazer em casa, introduzindo meu próprio dedo e fazer os mesmos movimentos que ela fez para conhecer melhor a vagina internamente, somente os dedos nada dos dilatadores.
E na próxima semana começaremos as sessões de fisioterapia pélvica.
Após a primeira sessão, volto pra contar tudinho pra vocês, ok?
Até mais.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Mais uma etapa vencida
Acabo de vencer mais uma etapa rumo à cura.
Nestas duas últimas semanas vivi um misto de alegria e decepção.
Como lhes contei no último post, nós conseguimos nossa primeira penetração, porém algumas tentativas após aquela, não conseguimos a penetração completa, apenas metade do pênis entrava.
Não me sentia curada, mas imaginava que depois da primeira as demais aconteceriam sem grandes problemas.
Minha vontade era jogar tudo para o alto, mas graças a Deus recebi o apoio do meu marido, que tem sido um SUPER MARIDO, e seu apoio tem sido primordial para que eu continue nesta luta.
Ao invés de desistir, decidi que intensificaria os exercícios com os dilatadores, e assim fiz exercícios todos os dias da semana.
O mais interessante foi que desta vez fiz os exercícios com a ajuda do marido, foi um pouco mais difícil pra mim, mas acredito que faz parte de todo o processo. Sozinha eu faria com mais facilidade e agilidade, mas ele quis participar e eu não puderia dizer não, afinal tudo que sempre quis foi a maior participação dele diante do nosso problema.
Deitada na cama começava com os exercícios de relaxamento corporal, relaxamento da vagina... após este processo, o marido tentava inserir os dilatadores um a um.
Com bastante calma e paciência vencemos todos os dilatadores, isso mesmo, TODOS.
Sozinha eu só havia conseguido até o penúltimo, porém em um desses dias o marido conseguiu o último.
Neste dia namoramos bastante, mas sem penetração. No dia seguinte, após os exercícios, resolvemos tentar e o pênis entrou todinho com bastante facilidade.
Desta vez o incômodo foi menor e a ardência também, arriscamos alguns movimentos (nada muito brusco), e para minha surpresa foi muito bom.
E já que a "fórmula" deu certo, temos feito assim diariamente, começamos com os dilatadores, namoramos muito e depois partimos para a penetração.
Tem sido maravilhoso, não imaginava que um dia eu sentiria prazer com a penetração.
Estamos aprendendo a controlar a ansiedade, e assim estamos começando a trocar a dor pelo prazer.
Sentimos que a cura está próximo e que bem em breve o vaginismo fará parte do nosso passado.

sábado, 2 de novembro de 2013
Nós Conseguimos
Olá pessoal, como vocês estão? Espero que estejam tod@s bem, com bastante determinação e fé.
É isso mesmo, assim como sugere o título deste texto, nós conseguimos a nossa primeira penetração! :)
Vou lhes contar exatamente como tudo aconteceu.
Esta semana estávamos muito entregues um ao outro, estamos vivendo uma fase bastante gostosa na nossa relação, e com toda certeza isso contribuiu muito.
Mas vamos ao que interessa, não é?
Quando começamos não tínhamos em mente a penetração, estávamos ali como das outras vezes, sem pretensão alguma de penetração.
Fomos nos beijando, nos acariciando durante alguns minutos. Começou a esquentar, a esquentar, a esquentar... rs... e foi aí que eu tive a grande ideia de tentar a penetração. Não preciso nem dizer que ele adorou a ideia. rs...
Pois bem, ele se deitou com as costas na cama e eu fiquei por cima dele (já havia lido várias vezes que esta é uma das melhores posições para nós vagínicas, pois temos maior controle), passei bastante lubrificante nele e em mim. Para me tranquilizar ele disse que não se movimentaria, que me deixaria à vontade para fazer o que quisesse.
Fiz alguns exercícios de relaxamento e peguei o pênis dele e comecei a fazer uma leve pressão para dentro da minha vagina (da mesma forma como faço com os dilatadores). No começo parecia que não iria entrar, então me concentrei, relaxei mais um pouco e conseguimos alguns centímetros de penetração. Parei, me concentrei, relaxei e entrou mais um pouco, mais um pouco... e por fim, entrou tudo.
É claro que não fizemos aquele sexo cheio de movimentos e posições, não dava nem pra ele, nem pra mim. Deixamos o pênis dentro da vagina por alguns minutos e tiramos. Eu senti uma leve ardência e bastante incômodo e ele sentiu que era bastante apertada.
Continuamos nosso sexo como de costume, e posso afirmar que foi o mais maravilhoso de todos.
A sensação de vitória foi maravilhosa, há alguns meses eu não conseguia introduzir um cotonete.
É importante dizer que não sinto que estou curada, mas, com toda certeza, foi um grande passo para a cura, me sinto mais próxima dela. :)
Espero profundamente que este post lhes dê força e ânimo para prosseguir. Me encontro mais esperançosa do que nunca.
Queria muito compartilhar esta vitória com vocês, por mim teria contado ontem mesmo. rs.
Rumo à Cura.
Abraços e até mais!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Não me sinto mais sozinha
O vaginismo é uma doença tão silenciosa que faz com que nos sintamos muito sozinhas. Geralmente não contamos o nosso problema a ninguém, na maioria dos casos, além de nós, somente o parceiro conhece a nossa limitação.
É muito comum a mulher com vaginismo se surpreender ao descobrir que não é a única no mundo com este problema. E porquê achar que é a única? Simplesmente porque nunca ouvimos falar sobre o assunto, a vizinha nunca se queixou de ter vaginismo, os jornais não falam sobre vaginismo, a televisão também não. Ainda bem que temos esse mundo chamado internet, não é mesmo?
Pois bem, há pouco mais de 1 mês decidi criar este blog, o objetivo era desabafar, conhecer pessoas que têm ou que venceram o vaginismo, ajudar, ser ajudada... e é com muita alegria que digo que tais objetivos foram alcançados e foi muito além do que eu esperava.
No começo eu pensava que seria quase impossível que alguém lesse meus relatos, com tantos blogs por aí, porque leriam justamente este? Que bom que o encontraram!
Antes do blog eu me sentia muito sozinha, sem rumo, acabava sufocando meu marido (era o único com quem eu podia falar sobre isso). Mas felizmente, hoje não é mais assim, conheci várias pessoas, compartilhamos informações, trocamos e-mails... ajudei, fui ajudada! Gente, isso não tem preço.
Gostaria de agradecer a cada um de vocês amigas e amigo(s), a você que passa pelo blog sem querer ser notada, sou muito grata a todos, pois hoje não me sinto mais sozinha. Esta troca tem sido preciosa demais, palavras não são suficientes para expressas tamanha alegria.
É claro que o problema ainda me entristece, mas não como antes, hoje me sinto cada dia mais próxima da minha cura. O blog me desafia a cada dia, entendi que só seria capaz de ajudar os outros quando eu estivesse correndo atrás e vencendo meus próprios desafios, eu saí da inércia.
Hoje só tenho a agradecer!
Até mais. :)

Assinar:
Postagens (Atom)