sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vídeo Sobre Vaginismo


Conheço este vídeo há algum tempo, muitas de vocês já devem tê-lo visto.
Decidi publicá-lo porque percebo que nos últimos dias têm aparecido novas leitoras aqui no blog e que descobriram a pouco tempo que têm ou desconfiam ter vaginismo. Então pensando nestas que estão ansiosas por novas informações, decidi postar este vídeo.
Lembrei de mim mesma há algum tempo atrás, de como é importante se identificar com alguém, descobrir que não estava só, que não era a única...
A primeira vez que o vi ainda não sabia exatamente qual era o meu problema, mas já estava bastante desconfiada, e me identifiquei muito com a história.
Penso que toda ajuda nos é bem-vinda!



E aí, o que acharam? Se identificaram?
Abraços.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu Venci - A História da Victória

Hoje vou compartilhar com vocês a história da Victória (nome fictício), uma leitora que me escreveu para que sua história de sucesso fosse postada aqui no blog. :)

Olá, pessoal!!!

Estou aqui para rapidamente contar minha história de VITÓOOORIAAA!!!

Foram 8 anos, sim, OITO ANOS de luta. Bem, talvez nessa minha ânsia de contar tudo pareça que o tempo passou rápido e que foi fácil, mas não! O mais importante é vocês saberem é que se cheguei nesse dia foi porque venci EU MESMA, meus medos e receios!!!!

Minha vida foi assim, sou de uma família de militares e de pessoas muito religiosas... Estava seguindo esse caminho, era muito fervorosa e só pensava em casar na igreja e depois consumar meu casamento com a perda da virgindade após ele. Fui muito dedicada, queria ser sempre certinha e nunca desrespeitar meus pais. Fiz anos de trabalho voluntário em presídios, asilos e comunidades carentes. Algumas meninas da minha família ficaram grávidas na adolescência, achei aquilo terrível. Embora meus pais nunca tenham me dito, eu achava que aquilo era humilhação! Ser mãe adolescente e solteira! O tempo passou e eu era muito infeliz sentimentalmente queria namorar com alguém que tivesse os mesmos preceitos religiosos que eu. Acabei conhecendo uma pessoa e abandonei a igreja. Essa pessoa era totalmente diferente das pessoas que eu pensava em me relacionar, mas talvez minha carência tenha me levado a aceitar aquele relacionamento. Não demorou muito para que ele insistisse para que a gente transasse. Fiquei apavorada com tudo... Tinha medo, vergonha... Tudo! Cedi e se fez a primeira tentativa... Não conseguimos penetração. Comprou lubrificantes e camisinhas e nada. Várias tentativas e nada. Terminamos. Depois de algum tempo, com outra cabeça conheci um rapaz mais velho, mas também inexperiente. Começamos a tentar e nada... Depois de 5 anos casamos e... Nada! Depois de 2 anos de casamento estou aqui!!!!!!!!!

Fiz terapia, cheguei a ir numa gineco que quando eu fui fazer um exame de coleta e não conseguia abrir as pernas de medo me deu um tapa (irresponsável) e claro.... Nada mudou.... Depois de muitas pesquisas na internet, descobri o vaginismo e esses maravilhosos blogs sobre o assunto.


Como foi a minha cura???? Chegou o momento que eu disse chega!!!! Vou dizer as várias atitudes que eu tomei e vcs decidam o que serve pra vcs!
Primeiro, troquei de gineco, claro! Descobri uma que haviacedido uma entrevista para um jornal falando sobre a adolescência e a perda da virgindade. Só a gente sabe como é humilhante e triste contar... Pra MAIS UM profissional nossa história. Ela ficou impressionada. Conversamos por quase uma hora. Fiquei tão feliz só pelo fato de ela não achar que tudo aquilo era bobagem ou eu estava exagerando. Com toda paciência fez um exame com cotonete, apesar do desconforto conseguimos. Depois de um mês voltei lá para levar resultados de exames e ecos que fiz. Ela perguntou se eu aceitava um exame. Estava cansada de tantos medos, afinal aquilo não tinha me levado a lugar algum e aceitei. Ela, com a ajuda de lubrificante colocou os DOIS dedos na minha vagina. Noooosssa! Eu tinha medo e vergonha de fazer um exame com cotonete. Ela deu o veredicto. VOCÊ É NORMAL!!! Disse que minha anatomia era perfeita e que podia enxergar meu hímem... Intacto. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por saber que não tinha problema algum e triste por saber que ainda era virgem com quase 30 e o pior... Casada. Na consulta seguinte levei um absorvente interno e pedi pra ela me ajudar... Ela colocou e retirou... Não foi fácil... Eu estava com muuuuuito medo, mas consegui. 


Comecei novamente terapia com um psicólogo. Mas cheguei no momento gota d’agua. Não queria mais contar aquela história e depois de três consultas me dei alta e decidir enfrentar a mim mesma. Comprei uma caixa de absorvente interno tamanho mini. Tentei colocar. Não consegui colocar tudo por conta do medo, mas não o tirei. Deixei ali na entrada... hahahaha Há duas semanas atrás comprei o tamanho médio e consegui colocar até a metade do meu dedo. Consegui! Sozinha! 

Decidi que chegou meu momento. Falei pro meu marido que queria ir numa sex shop. Ele achou sensacional! Me deu uma raiva de mim porque durante tantos anos eu já poderia estar aproveitando e só perdi meu tempo... Chegamos em frente a loja, ficamos uns cinco minutos na frente. Ele dizia “entra” e eumesmo morrendo de vergonha disse que a hora era agora! Kkk... Agora é engraçado, mas na hora... Entramos e comprei um vibrador! Siiiim! Fomos pra um hotel... Não vou contar detalhes mas, tanto o brinquedinho de verdade quanto o de brinquedo... ENTRARAM COMPLETAMENTE!!! Meninas, isso faz três dias... De lá pra cá.... hahahahaha

Eu sei que contei rapidamente e que parece que tudo foi tão rápido e fácil, mas foram 8 anos!!! Se quiserem posso contar detalhes e tirar algumas duvidas de vocês. Me escrevam! Ficarei feliz em ajudá-las a encontrarem a felicidade!!! Desculpem os erros de português, mas é a emoção. Estou com vocês!!! E com muito orgulho quero dizer: EU VENCI O VAGINISMO!!!!

domingo, 6 de abril de 2014

A importância do Diagnóstico

Olá amigas e amigos, como vocês estão? Estava com saudades de escrever por aqui. :)

O motivo deste post é o fato de eu receber, quase que diariamente, e-mails de meninas (mulheres) com a seguinte pergunta: será que tenho vaginismo?
Esta é uma pergunta que infelizmente não posso responder com toda certeza se sim ou não.
Apesar da maioria ter todos os sintomas que nos leve a crer que seja vaginismo, somente um ginecologista examinando ou tentado examinar poderá diagnosticar.

Sei o quanto é difícil buscar ajuda para este problema, o quanto é constrangedor ter que contar a nossa história para ginecologistas, terapeutas, fisioterapeutas, sexólogos... e além de tudo ter de enfrentar e lidar com a falta de preparo de muitos deles. 
Na maioria das vezes, o primeiro ginecologista procurado só a deixará mais confusa, dirá coisas como "é só relaxar, caprichem nas preliminares, tome uma taça de vinho, blá, blá, blá..." mas não desista, a sua hora de encontrar um bom profissional depende da sua perseverança, na vontade em que tem de se curar.

Passei muito tempo no achismo, e infelizmente ele só retardou minha cura.
Antes de procurar ajuda eu sempre me imaginava na frente do médico, terapeuta... dizendo que estava casada há mais de 2 anos e ainda não havia conseguido fazer sexo. Só de pensar em contar isso a alguém eu faltava morrer de tanto constrangimento e a vergonha.
Mas foi preciso vencer a vergonha, o medo para ir em busca de pessoas que realmente poderiam me ajudar. Quem acompanha o blog sabe que a luta para conseguir o diagnóstico não foi fácil, mas a partir do momento em que fui diagnosticada, em que eu soube verdadeiramente qual era o meu problema, foi mais fácil encontrar as armas para combatê-lo.

Conheço várias histórias de meninas que achavam ter vaginismo, mas na verdade tinham outra espécie de dispareunia, o que muda muita coisa, muda a abordagem, a causa, o tipo de tratamento...

Vençam a vergonha, o medo do constrangimento para irem em busca de um diagnóstico seguro.
Com ele em mãos, terão também a possibilidade de escolha das melhores armas para vencer o problema, seja ele qual for.

PS. Todas as  vezes em que fui em busca dos profissionais, tive que buscar dentro de mim um súbito de coragem para simplesmente pegar o telefone e marcar uma simples consulta, e depois mais uma vez para comparecer na consulta marcada.
Muitas vezes, a vergonha e o medo faziam com que eu sabotasse o meu tratamento. Sei tanto quanto vocês o quanto é difícil, mas só depende de nós.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Olá!!!

Primeiramente gostaria de me desculpar pelo meu sumiço em relação às postagens aqui no blog. Tenho recebido alguns e-mails questionando o porquê da minha ausência, a verdade é que entrei em um estágio onde não tenho tido muito a oferecer, não tenho tido muitas novidades... por isso não tenho escrito novos posts.

Várias vezes também me questionei o motivo pelo qual a maioria das blogueiras "abandonavam" os blogs quando estavam prestes a alcançar a cura ou quando já estavam curadas. Pensava comigo: "é só se curarem que somem de vez", mas hoje entendo seus motivos.
O intuito do blog é somar contando as nossas experiências, mas infelizmente chega um momento que parece não ter mais tanto a oferecer.

A cura ainda não veio, mas está cada dia mais próxima. Recebo vários e-mails de meninas que acham que já estou curada, mas não estou. Eu também pensava que a cura era simplesmente conseguir a tão sonhada penetração, mas a cura é algo além disso.
Mas esta é uma experiência minha, com algumas a cura chega juntamente com as primeiras penetrações. Sinto que ainda faltam alguns detalhes. 

Continuo como estava quando escrevi meu penúltimo post, quase nada mudou. Continuo conseguindo penetração em todas as nossas tentativas, continuo sentindo um certo desconforto, algumas relações são bem prazerosas outras nem tanto. A única novidade é que já consigo diversificar as posições, antes só dava certo quando eu estava por cima, hoje já conseguimos com ele por cima, de ladinho...

Por fim, também constatei que não há mais necessidades de voltar à fisioterapia, o papel dela já foi cumprido na minha vida.
A terapia continua, e como vocês puderam ver no último post, ela tem feito um bem enorme tanto pra mim de maneira individual quanto para o meu relacionamento com o meu marido.

Voltarei com novos posts assim que tiver novidades para compartilhar com vocês.
Continuarei respondendo a todos os comentários deixados no blog e todos os e-mails que me forem enviados, tenho grande satisfação em respondê-los.

Espero retornar em breve.
Abraços. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Bem que a Terapia tem Feito





Sempre escrevo sobre o quanto a fisioterapia foi importante para que eu chegasse onde hoje estou, quem me acompanha sabe o quanto evoluí desde que comecei as sessões. Mas hoje quero falar sobre a psicoterapia e o quanto ela tem me feito bem.

Não sei o quanto a psicoterapia me ajudou a chegar até aqui, mas tenho convicções do quanto ela é de suma importância no daqui para frente. 
Durante as sessões e em minha reflexões diárias, tenho descoberto coisas sobre mim mesma que não imaginava ser possível, tenho tido lembranças que estavam completamente esquecidas. Tais fatos têm sido muito relevantes para que eu entenda a causa do meu vaginismo e possa deixá-lo de uma vez por todas.

Outra coisa é o quanto o vaginismo deixa resquícios emocionais, e eu descobri que tenho muitos, muitos mesmo, até mesmo aqueles que eu achava que não tinham nada a ver com o vaginismo.  A insegurança, o medo, o ciúme, a inconstância...

Após muitas evoluções e descobertas, minha relação com meu marido mudou da água para o vinho, não que a relação fosse ruim, mas no fundo existia um vazio dentro de nós, algo estranho que nunca se encaixava, uma distância emocional...
Ele se abriu, disse o quanto se sentia rejeitado mesmo sabendo que esta não era minha intenção. 
Não fazemos terapia de casal, mas as sessões têm sido de grande valia para nós dois.

Pois é, meninas, quem acompanha o blog desde o início sabe o quanto eu achava desnecessário e o tanto que relutei em relação à terapia, mas hoje vejo o quanto ela é importante.
O segredo é encontrar um bom profissional com o qual possamos nos identificar e confiar.
Quem tiver a oportunidade de fazer, faça. Assim como eu, não irão se arrepender! 
É preciso ter paciência, nas primeiras sessões parece que não iremos chegar a lugar a algum, mas para que as coisas comecem a andar é preciso pelo menos umas 5 sessões.

Sucesso para todas nós!

PS. Em relação ao sexo continuo na mesma, ainda não fui à ginecologista (falta de agenda minha e dela), ainda sinto certo incômodo (não é dor), mas já conseguimos penetração em todas as nossas relações, e penetração prazerosa em algumas delas.