terça-feira, 3 de março de 2015

Eu Venci - A História da Adriana

Ebaaaaa, mais um depoimento de cura para nos alegrar e motivar. Hoje compartilho com vocês a história da Adriana que há menos de 2 meses achava que a cura estava muito longe de acontecer. Se você também se encontra nesta situação, esta é mais uma prova de que a cura é possível e chega para todas que perseveram.
Ela alcançou a cura sozinha, mas se você tem encontrado dificuldades e sozinha não tem conseguido, a ajuda de um especialista é super importante e eu sempre recomendo.
Parabéns, Adriana! 

Oi Melissa!!

Outro dia mesmo estava no seu blog e comentei em um dos posts que minha cura parecia estar muito longe, e aqui estou eu, escrevendo minha vitória!! É com coração explodindo de emoção, que após longos 3 anos encontrei a cura!!! Precisava compartilhar meu depoimento com você, com o blog, com todas as mulheres que sofrem com este fantasma que a tanto me atormentou!

Ainda estou extasiada e desacreditada, minha ficha definitivamente ainda não caiu!
E gostaria de dizer pra todas as vagínicas que estão lendo meu depoimento agora: POR FAVOR, NÃO DESISTAM!

Bom, esse fantasma chamado Vaginismo começou a me perseguir assim que me casei. Tive um relacionamento longo (namoro/noivado), e por opção e respeito de ambas as partes, eu e meu marido decidimos que casaríamos virgens. Após o casamento, já na noite de núpcias um medo muito grande tomou conta de mim e nada foi consumado naquele dia. Até então, parecia normal, e tanto eu quanto meu marido estávamos tranquilos com relação a isso, já que concluímos que a ansiedade e toda emoção do tão esperado dia tinha me feito travar.

Passou a lua de mel, um ano, dois anos, três... e nada de penetração. Durante este tempo meu marido sempre foi muito paciente, mas teve seus momentos de crises também. Ele pensava que eu não sentia atração por ele, e que este era o motivo do problema todo. (sei que muitos parceiros pensam isso também, é totalmente compreensível, quando não se conhece o vaginismo). Antes de saber o sobre o vaginismo, minha mente ficava a mil, porque não conseguia entender o porquê de não conseguir “demonstrar” todo amor que tinha guardado em mim ao meu marido. Por diversas vezes me perguntei: O que está acontecendo comigo? Eu o amo, o desejo, e na hora H não consigo nada, até perco a vontade! Será que tenho problemas físicos? Será que tem algum problema com meu himem? Será que tenho mesmo o tal buraco?
Me sentia defeituosa. Queria sumir. Por fim, queria a morte. Isso é o que o vaginismo faz, e sei muito bem como essa luta não é fácil!

Em muitos, muitos, muitos, momentos chorei e me vi como caso perdido! Clamava para que Deus me ajudasse em muitas madrugadas sozinha sentada no chão do banheiro, enquanto meu marido dormia. E claro, tinha muito medo de perdê-lo! (este é um sentimento muito comum, de vagínicas com relação ao parceiro!).

O Vaginismo me fez perder a vontade de fazer sexo. Acredito que por conta do medo, eu evitava ao máximo os momentos mais quentes, pra não me frustrar com mais uma derrota! E isso fazia com que meu marido concluísse que eu não tinha atração por ele. Eu mesma ficava confusa com relação a tudo isso. É muito importante que o parceiro entenda o que é vaginismo! Eu mostrava vários depoimentos pro meu marido, e aos poucos ele foi entendendo que o problema não era atração, não era frescura, não era físico, e sim morava no psicológico e conseqüentemente precisava dele cooperando comigo também.

Deus teve o cuidado de colocar em minha vida uma amiga preciosa! Decidi me abrir, e ela chorava minha dor e se alegrava comigo a cada etapa vencida! Como me ajudou!!! Me mostrava blogs e vi que não era a única que sofria disso. Ela me respondeu várias dúvidas que não teria coragem de perguntar pra ninguém e me deu várias dicas femininas também! A melhor coisa que fiz foi compartilhar meu problema, ele ficou muito menor do que parecia! Inclusive foi ela que comprou o kit dos dilatadores para mim, e foi aí que começou meu processo de cura! (SANTOS DILATADORES!) Comecei conhecendo meu próprio corpo, e tendo o controle dele, ate que estava mais confiante e quando menos esperava em um dia como outro qualquer, aconteceu!!!! Estou nas nuvens e com uma sensação maravilhosa no coração e na alma.

Meu marido teve um papel FUNDAMENTAL na minha cura. Eu definitivamente não conseguiria sem ele. Ele entendeu exatamente, o papel de um parceiro de uma vagínica! Rsrs E quando mais precisei, ao invés de me oferecer sentimento de decepção e cara feia me ofereceu amor! (Queridos Parceiros, espero que vocês entendam que tudo que uma vagínica precisa nessa fase, PASSAGEIRA, é paciência e amor! :])

Sei que nem todo parceiro é assim! Mas nós precisam entender o lado deles também! Isso fere a masculinidade do homem, quando ele não entende qual é o problema! Por isso se faz tão importante a conscientização de ambos: você e ele! Para que juntos superem e vençam!

Acho que escrevi demais e mesmo assim não foi tudo! Kkkk... Meninas, quero incentivar vocês a comprarem os dilatadores (SALVADORES!), e a principalmente nunca desistirem!!! Resolvi criar um blog também, fiquem à vontade para me fazer perguntas!! Lá eu conto sobre a experiência mais detalhada com os dilatadores e o que mais quiserem saber.
Torço para que cada uma encontre a cura e tenho certeza que ela chegará! Grande beijoooo!

Dri :]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sugestões


Boa noite, queridas, como anda o processo rumo à cura? Espero que todas vocês estejam cada vez mais próximas dela.

O ideia do post de hoje surgiu esta tarde quando estava respondendo ao e-mail de uma amiga leitora. Tenho a sensação que não tenho vivido coisas que sirvam para ajudá-las, por isso as últimas postagens têm sido as histórias e relatos de mulheres que assim como você e eu sofreram ou sofrem com o vaginismo. E estas tenho certeza que lhe são bastante úteis e motivadoras. Fico muito feliz de receber e postar cada vitória. 

Nos últimos dias algumas amigas, que acompanham o blog desde o comecinho, me enviaram e-mails dizendo que estavam com saudades de novos posts. Também sinto saudades do tempo em que escrevia posts semanais, contando toda a minha trajetória e cada passo do meu tratamento, mas graças a Deus, hoje me encontro curada, por isso os posts foram diminuindo. Acredito que o que vivo atualmente não lhes acrescentaria em nada para o alcance da cura.

A vida pós vaginismo é excepcional, sexo realmente é maravilhoso e prazeroso. Dor??? Não mais, esta palavra não existe mais no meu "vocabulário sexual"  e em breve também não fará parte do seu!

É por isso que estou abrindo este espaço para que você, caso tenha algumas sugestão de tema para novos postes, fique à vontade para contribuir com meu querido blog. Pode mandar sua(s) sugestão(ões) por e-mail ou deixar aqui nos comentários.

Pode ser uma sugestão de tema, uma dúvida relacionada ao tratamento, algo que possa ter passado despercebido por mim e ainda não tenha sido falado aqui. 

Aguardo as sugestões de vocês, ok?!

Beijos e até a próxima.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Eu Venci - A História da Patrícia

Vocês não têm ideia de quão feliz fico ao abrir meu e-mail e ler relatos de cura, e hoje estou duplamente feliz, recebi duas histórias lindas e de sucesso. É gratificante perceber que a cada dia mais e mais mulheres encontram suas curas. Vaginismo tem cura, gente, e aqui está mais uma prova de final feliz!

Parabéns, Patrícia, felicidades sempre pra você. 

Escrevi um texto sobre minha trajetória e ficaria muito feliz se você o publicasse no blog. Pois foi através de textos como este que me senti muito mais encorajada e confiante.

Desde nosso último contato tive me mantido focada na prática dos exercícios até que pude finalmente encontrar a tão esperada cura. Digo cura pois acredito que o pior já foi superado e o próximo passo é uma jornada de auto-conhecimento e infindável superação.

Gostaria muito de poder compartilhar algumas fases e observações do tratamento que acredito serem extremamente relevantes para todas aquelas que estão trilhando este mesmo difícil caminho; pois; a minha cura se iniciou através deste blog, onde pude ter acesso à vários esclarecimentos e dicas que nem imagina antes. 
Minha história começa mais ou menos assim:

Tenho 24 anos e tive um namoro de 4 anos que se encerrou, por outras várias razões, motivado sobretudo pelo vaginismo. Hoje, entendo que nunca fui apaixonada por aquela pessoa e por isso nunca me senti impulsionada nem com desejo suficiente de vencer esse problema. No começo nos contentávamos com as preliminares e até com o sexo anal, o que me fez perceber que o meu problema era muito mais físico do que emocional. Sempre fui uma pessoa muito despachada e desencanada a ponto de nenhum dos meus amigos mais próximos desconfiarem deste problema, apenas meu ex compartilhava dessa causa, o que me corroía por dentro de vergonha e inconformidade, pois, se eu conseguia até o sexo anal como não conseguir o vaginal que teoricamente deveria ser muito mais fácil? Procurei ajuda então com uma ginecologista sexóloga, porém, como na maioria dos casos, não obtive sucesso. Ela detectou o vaginismo e disse que precisaria de mais sessões para entender melhor meu caso e iniciar o tratamento, que teria um custo elevadíssimo e inviável para mim naquele momento.

Meu ex tentou de várias formas diferentes me incentivar a perder a virgindade, o que eu valorizo muito, porém como a paixão já havia se desgastado, nada dava certo, até que o relacionamento declinou para o fim. Agora sei que aquela história de que “tudo tem seu tempo e cada uma sabe quando chega sua hora” faz todo o sentido. Esse ano, cansada de viver beirando a depressão e a baixa auto-estima percebi uma intuição muito forte dentro de mim de que a minha hora havia chegado e que não haveria mais tempo para esperar a cura cair do céu. Cheguei à conclusão de que fui capaz de conquistar muitas coisas em minha vida, amigos maravilhosos, um emprego estável e bom, faculdade...enfim, tudo por meu mérito, e que realmente só faltava isso para me sentir completa e finalmente mulher e que desta vez não seria diferente, deveria ser por única e exclusiva dedicação minha.

Comecei a fazer algumas buscas aleatórias na internet e foi quando me deparei com este blog, depois de ter visto depoimentos muitos frios, poucos explicativos e humanos e também algumas histórias tristes e desanimadoras. Aqui foi diferente, encontrei histórias bem parecidas com a minha e com finais felizes, além da Melissa ter sido super simpática e atenciosa quando enviei um e-mail tirando algumas dúvidas sobre o tratamento. Além disso, o blog também disponibilizou informações essenciais que me encorajaram a buscar o tratamento sozinha, como os exercícios de respiração/relaxamento e com os dilatores. Foi onde tudo começou. Como muitas de vocês no começo eu não conseguia inserir nem um absorvente interno quanto mais um dedo, então comecei mesmo com um cotonete e seguindo adiante com os exercícios de respiração e contração que ajudaram muito, muito mesmo! No começo me senti muito perdida, e é por isso que vou colocar mais ou menos um passo a passo das fases que percorri até me sentir 99% curada:

- aceitação do problema e resolução interna para buscar a cura com determinação (essa postura é muito importante durante todo o percurso, pois só com determinação conseguimos vencer os obstáculos e dificuldades que serão muitos) 

- exercícios de toque e cotonete
- dedo indicador
- absorvente interno do menor ao maior tamanho (essa fase toda envolve muita paciência até que o corpo se acostume com os exercícios. Paciência, dedicação, tolerância com seus limites e persistência são essenciais para o sucesso de todas as etapas)
- vibradores de tamanhos menores (tive uma certa resistência em comprar o kit de dilatores porém com o tempo acabei comprando e descobri que foi o melhor investimento no tratamento que eu fiz! Pois os dilatores são anatômicos, a textura favorece muito e os tamanhos são gradativos o que faz com que você veja a evolução dos exercícios).
- já comecei no quarto dilator, que até então estava bem tranquilo, porém ao chegar no último senti muita dificuldade. E é realmente a fase mais difícil, pelo que li nos depoimentos. É nessa hora que precisamos renovar nosso foco e persistência, acreditar sempre que será possível atingir seu objetivo e buscar uma vida plena. Com muita determinação, disciplina (pois os exercícios devem ser diários) e persistência foi possível transpassar essa fase e conseguir ter uma relação sexual com penetração completa e prazer.

Além disso, sempre usei muito lubrificante e também aqueles com propriedades anestésicas, são ótimos no começo até você se acostumar.

Lembro sempre que não devemos desanimar perante alguma dificuldade ou pela demora em conseguir resultados positivos. Cada um possui o seu tempo próprio entre o auto-conhecimento e fortalecimento da coragem até a cura, e este deve ser respeitado. O que não podemos é achar que esta é uma doença impossível de ser curada e tratada, o que não é verdade, vemos aqui diversos casos de sucesso, e até há 2 meses atrás eu mesma achei que seria muito mais difícil chegar até onde estou. E hoje sou extremamente feliz e grata por ter conseguido esse resultado em um tempo muito menor do que eu imaginei e sem a ajuda direta de nenhum profissional da saúde, ou seja, por mérito maior de minha dedicação à cura e por nunca desistir de buscar a felicidade. Nas horas de desanimo, eu sempre mantinha minha mente no foco e vinha até o blog buscar histórias de mulheres que se sentiam realizadas e que haviam passado pelas mesmas dificuldades que eu estava passando, me incentivando sempre a perseverar.

Espero ter ajudado alguém a iniciar o tratamento ou dar continuidade neste, terei o maior prazer em ajuda-las, tirar dúvidas ou simplesmente desabafar.

O poder todo está dentro de nós, pois, a FÉ NA VITÓRIA TEM QUE SER INABALÁVEL!

Muito obrigada pela oportunidade, felicidades sempre!

Beijos,
Patricia

Eu Venci - A História da Renata

Olá, queridas! Hoje vou compartilhar com vocês a história da Renata, ela passou a sua adolescência e juventude tentando ter relações sexuais, mas não obteve sucesso. Hoje ela está casada e passou quase 1 ano tentando sem sucesso. 

E hoje recebi essa notícia maravilhosa de que ela está CURADA! 

Parabéns, Renata, é um prazer compartilhar a sua vitória.

Melissa, Boa tarde!

Em setembro do ano passado entrei em contato com você para falar sobre minha situação e tirar algumas dúvidas quanto ao seu tratamento do vaginismo. 

Conforme orientação no seu blog, comprei os dilatadores e comecei a fazer os exercícios de relaxamento e de penetração dos mesmos. Foi bastante difícil no início e a cada mudança de dilatador vinha junto uma nova ansiedade. 

Hoje estou escrevendo para dizer que estou curada para a glória de Deus. Há duas semanas estou tendo relações com meu esposo e já não sinto dor alguma. 

Como disse para você tinha este problema desde sempre e isso gerou muita frustração e prejudicou demais minha auto-estima. Mas de uma forma surpreendente a minha cura aconteceu de forma muito rápida e isso eu sei que veio das mãos de Deus. 

Enfim.. estou escrevendo para agradecer por sua iniciativa em escrever o blog, pois me ajudou e com certeza tem ajudado outras pessoas. Não sei ainda te dizer ao certo o que aprendi com isso tudo, mas hoje tenho uma convicção que não tinha antes: o gigante é apenas um gigante. Com fé em Deus nós podemos vencer muitos gigantes. 

Agradeço mais uma vez, se quiser postar esta mensagem no seu blog pode ficar a vontade, ficarei muito feliz! 

Deus abençoe!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Orgasmo Vaginal


Bom dia, flores do meu jardim! Hoje o dia amanheceu ainda mais lindo e pelo título deste post vocês já devem imaginar o motivo. Bem, já comentei com vocês sobre minha dificuldade de sentir prazer com a penetração, e por esse motivo ainda não conseguia me sentir totalmente curada, pois sempre tive certeza que esta limitação era ainda um resquício do vaginismo em mim.

Desde o começo deste ano, penetração já não é mais um problema para nós. Sexo com penetração é uma realidade na nossa relação, graças a Deus! E olha que passei por momentos em que achei que isso jamais seria possível. É mais simples do que se imagina, acreditem!

Após vencer a barreira de ser penetrada, iniciou-se um novo desafio na minha vida sexual, eu não conseguia sentir prazer algum com a penetração. Acho que eu ficava tão preocupada em relaxar, em ser penetrada, em não sentir dor... que não conseguia focar no meu prazer. Tudo acontecia super bem, as preliminares eram ótimas, eu ficava super excitada (não tenho problemas com minha libido), mas, na maioria das vezes, bastava ser penetrada que o tesão sumia.  

Mais uma vez a psico e eu  tivemos a certeza de que o meu caso era mais psicológico que físico. Minha parte física parecia já está resolvida, mas ainda precisávamos continuar cuidando do meu psicológico. É por isso que sempre digo a vocês que o tratamento com a psico é tão importante quanto com  a fisio, é um tratamento interdisciplinar que envolve ginecologista, fisioterapeuta e psicóloga, com eles a cura é certa.

Sempre experimentei orgasmos clitorianos, que também são maravilhosos, mas queria sentir o vaginal também, e ontem fui agraciada com ele :) Foi tudo tão natural, que quando aconteceu, eu mal acreditei que fosse mesmo verdade. É tão bom quanto o clitoriano, mas pra mim foi mais gratificante. Eu amei, o marido amou e parece ter ficado ainda mais satisfeito que eu. rs... 

A felicidade é tanta que nem cabe em mim, hoje acordei ainda mais apaixonada e agradecida ao marido por todo amor e paciência que ele teve ao logo desses anos.

E vocês, o que me dizem sobre o tão polêmico, orgasmo feminino?